Adriana Caldana, piscóloga e professora da USP, reforça a importância de políticas públicas para uma sociedade mais igual
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é um alerta para a luta diária pela igualdade de gênero. Este artigo discute a importância de políticas públicas específicas para as mulheres, com base em pesquisas científicas que revelam as desigualdades enfrentadas.
Desigualdade no Mercado de Trabalho
A pandemia agravou as dificuldades das mulheres no mercado de trabalho. Pesquisas na América Latina e Caribe mostram que, em 2021, 26% das mulheres brasileiras relataram perda de emprego, contra 20% dos homens. A diferença salarial também é gritante, com mais de 20% a menos para as mulheres, mesmo em empresas que alegam não ter políticas discriminatórias. Esse cenário se deve a fatores culturais, acesso à educação e à ocupação de cargos menos qualificados pelas mulheres.
A Importância das Políticas Públicas e a Educação
Embora haja mais mulheres no ensino superior, dados preocupantes mostram que meninas abandonaram a escola em maior número que meninos durante a pandemia. A falta de políticas públicas que garantam acesso a itens básicos, como absorventes, também contribui para a desigualdade. A professora Adriana Caldana destaca a necessidade de governantes que reconheçam as diferenças de gênero e implementem políticas efetivas, indo além da simples capacitação profissional. A representatividade feminina na política também é baixa, com mulheres muitas vezes ridicularizadas ou até mesmo criminalizadas ao denunciarem assédio.
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A mudança precisa ser multifacetada, envolvendo educação familiar, escolar e empresarial. É preciso combater preconceitos e criar um ambiente mais equitativo para meninas e mulheres desde a infância. A visibilidade dada por movimentos sociais e redes sociais é importante, mas a luta pela igualdade de gênero é um processo complexo e contínuo, que exige a participação ativa de todos.



