CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Levantamento do IBGE aponta que o poder de investimento do brasileiro diminuiu

Orçamento familiar está sendo destinado para despesas de alimentação, transporte e dívidas
poder investimento brasileiro
Orçamento familiar está sendo destinado para despesas de alimentação, transporte e dívidas

Orçamento familiar está sendo destinado para despesas de alimentação, transporte e dívidas

Nos últimos anos, os brasileiros têm enfrentado dificuldades financeiras significativas, comprometendo sua capacidade de investimento e direcionando a maior parte de seus recursos para despesas essenciais e pagamento de dívidas.

Dívidas e queda nos investimentos

De acordo com dados do IBGE, entre 2017 e 2018, a parcela do salário destinada ao pagamento de dívidas cresceu de 2,1% para 3,2%. Embora parte desse aumento se deva à quitação de empréstimos, houve uma queda simultânea na capacidade de investimento da população, passando de 5,8% para 4,1%. O economista Pedro Henrique Nascimento destaca que a redução de gastos em itens como reformas em imóveis impacta a economia, embora o comércio apresente alguma movimentação.

A crise econômica e suas consequências

A situação financeira delicada das famílias brasileiras está intrinsecamente ligada à crise econômica que afeta o país há pelo menos seis anos. A falta de geração de riqueza resulta em queda de rendimentos, forçando as famílias a priorizarem o pagamento de dívidas. O desemprego, consequência direta da crise, agrava ainda mais o cenário. A pesquisa aponta que as famílias brasileiras gastam, em média, R$ 4.600 por mês, com mais de 90% desse valor destinado a moradia, habitação e empréstimos. Alimentação e outros itens essenciais consomem mais 28% do orçamento familiar.

Mudança de comportamento e perspectivas futuras

Para o economista, os dados refletem uma mudança de comportamento das famílias, priorizando a quitação de dívidas em detrimento de investimentos e consumo. Com 63 milhões de brasileiros com o nome negativado, a preocupação com a saúde financeira pessoal se sobrepõe a outras considerações. Embora se espere uma situação difícil nos próximos meses, a perspectiva é de normalização a partir do ano seguinte. A recuperação econômica, com um crescimento de pelo menos 2,2% a 2,5%, é crucial para que as famílias se sintam mais seguras para consumir e se endividar. A estabilidade econômica e empregatícia são fundamentais para retomar o investimento e o consumo.

Esta pesquisa sobre orçamento familiar, realizada entre junho de 2017 e julho de 2018 em mais de 57 mil domicílios, serve de base para o cálculo da inflação do país. O estudo foi conduzido por João de Giló e Gabriela Dias para a CBN Ribeirão.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.