Soma dos itens básicos que custava R$ 1.088 em dezembro de 2021 passou a custar R$ 1.247 no mesmo período do ano passado
A cesta básica teve alta de quase 15% em 2022, segundo pesquisa do Procon, comparando dezembro de 2022 com o mesmo mês de 2021. O estudo, realizado em parceria com o Departamento Intercindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apontou um aumento de 40,62% no valor total da cesta básica ao longo de 2022, passando de R$ 1.088 em dezembro de 2021 para R$ 1.247,04 em dezembro de 2022.
Impacto no Consumidor
O aumento impactou diretamente o orçamento de famílias brasileiras. Dona de casa, dona Parecida Felizberto, relata dificuldades em manter a compra de itens básicos, mesmo em menor quantidade. Já o aposentado Luiz Paulo de Oliveira, busca economizar por meio de ofertas em diferentes supermercados, um recurso nem sempre acessível a todos.
Causas do Aumento
Antônio, gerente comercial de uma rede de supermercados em Ribeirão Preto, atribui a alta dos preços de alimentos à guerra entre Ucrânia e Rússia, que afetou a produção de trigo, soja, arroz e milho, impactando a cadeia produtiva global. O aumento nos preços de produtos de higiene e limpeza, por sua vez, está ligado à alta demanda por embalagens, custos de frete e dependência de derivados de petróleo.
Dos 28 alimentos pesquisados, 24 registraram alta. As maiores variações foram na cebola (184%), batata (53%), farinha de mandioca (40%), sabão em pó (65%) e sabonete (46%). O economista Nangibayla destaca que 60% da população de Ribeirão Preto vive com até dois salários mínimos, sofrendo severamente com esses aumentos, principalmente nos alimentos, que representam grande parte do orçamento familiar. Apesar de previsões de redução de impacto com o reajuste de impostos em 2023, a inflação ainda é um fator preocupante.
A pesquisa completa está disponível em procon.sp.gov.br. A situação financeira das famílias brasileiras exige atenção e medidas para mitigar os impactos da inflação e do aumento dos preços dos itens básicos.



