Em maio, 1,3 milhão de pessoas saíram da lista de devedores, o que representa uma queda de 2,07%
A economia brasileira apresenta sinais iniciais de melhora, com um otimismo crescente tanto entre empresários quanto consumidores. Uma pesquisa recente da Serasa Experian indica uma diminuição no número de devedores no país. Em abril, o Brasil registrava 60.730.000 inadimplentes, número que caiu para 59.470.000 em maio, representando uma redução de 2,07%.
Causas da Redução da Inadimplência
Rudi Ney Toneto Jr., professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP Ribeirão, atribui essa queda nos índices de inadimplência a dois fatores principais: as altas taxas de juros e a restrição na oferta de crédito. Após um período de expansão do crédito, principalmente entre 2003 e 2014, o mercado passou por uma retração. As instituições financeiras se tornaram mais seletivas na concessão de crédito, e a demanda por parte dos consumidores diminuiu devido à queda na renda familiar e ao aumento do desemprego.
Impacto nos Jovens e Preparação para a Retomada
O levantamento da Serasa Experian revela que a regularização de débitos foi mais expressiva entre jovens de 18 a 25 anos. Essa é a primeira vez desde 2014 que o número de devedores apresenta uma queda, indicando uma mudança de comportamento. Embora essa redução não signifique necessariamente uma retomada imediata da economia, ela representa um sinal positivo. A diminuição do endividamento prepara os consumidores para voltarem a consumir quando a economia se recuperar.
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Sinais de Confiança e Perspectivas Futuras
O momento atual exige sinais de confiança para impulsionar o crescimento econômico. A queda na inadimplência, juntamente com outros indicadores, anima os micro e pequenos empresários, especialmente após um início de 2016 marcado por recordes de endividamento. A expectativa é que a diminuição da inadimplência impulsione a atividade comercial até o final do ano. Atualmente, as dívidas em atraso no país totalizam R$ 264,2 bilhões.
A conjuntura atual sugere uma preparação para um futuro econômico mais favorável, dependendo da consolidação da confiança no mercado.



