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Mais de 2500 aposentados e pensionistas foram vítimas de esquema em Barretos

Sem saber dos interesses escusos dos golpistas, grupo assinou contratos fraudulentos de empréstimos consignados
esquema de aposentados
Sem saber dos interesses escusos dos golpistas, grupo assinou contratos fraudulentos de empréstimos consignados

Sem saber dos interesses escusos dos golpistas, grupo assinou contratos fraudulentos de empréstimos consignados

Mais de 2.500 vítimas, a maioria idosos e pensionistas, foram identificadas em um esquema de fraude em empréstimos consignados em Barretos, interior de São Paulo. A Polícia Civil prendeu um advogado e uma representante de instituição financeira, suspeitos de serem os mentores do golpe. A operação, batizada de “Margem-Presa”, cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Barretos e Olímpia.

Modus Operandi da Fraude

Segundo o delegado Rafael Faria Domingos, responsável pelo caso, o esquema atuava de três formas distintas. Em alguns casos, os idosos não tinham conhecimento do contrato fraudulento e eram posteriormente procurados por advogados para ingressar em ações judiciais, acreditando serem vítimas de outra fraude. Em outros, os idosos tinham ciência da fraude e visavam lucrar com indenizações dos bancos. Havia também casos em que idosos eram enganados ao procurarem uma financeira para assinar um contrato, sendo levados a assinar um contrato fraudulento.

Ações da Polícia e Prisões

A investigação, iniciada há seis meses após a Justiça de Barretos constatar uma série de ações impetradas pelos mesmos advogados, revelou que o advogado preso se associou a uma representante financeira para obter dados bancários sigilosos de clientes. Essas informações eram usadas para fraudar contratos de empréstimos e cartões consignados. O advogado responderá pelos crimes de estelionato, fraude processual, associação criminosa, quebra de sigilo bancário e falsidade ideológica.

Impacto e Desfecho

O esquema causou prejuízos significativos a centenas de idosos e pensionistas. A prisão dos suspeitos e a suspensão do registro profissional de outros quatro advogados representam um passo importante no combate a esse tipo de crime. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e reparar os danos causados às vítimas.

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