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Mais de 7 milhões de jovens estão subutilizados no mercado de trabalho

Especialista afirma que os dados divulgados pelo IBGE são preocupantes
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Especialista afirma que os dados divulgados pelo IBGE são preocupantes

Especialista afirma que os dados divulgados pelo IBGE são preocupantes

O desemprego no Brasil é um problema que afeta a população em diversos níveis, impactando a economia, a política e a sociedade como um todo. Com a economia sem sinais de melhora, a falta de emprego se torna uma preocupação crescente.

Juventude Desempregada: Um Cenário Preocupante

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), os jovens são o grupo mais afetado pelo desemprego. Cerca de 42% da população entre 18 e 24 anos está subutilizada no mercado de trabalho, o que representa 7.337.000 jovens desempregados, desistidos ou sub-empregados. Destes, 4.026.000 estão buscando emprego ativamente. Para o economista Eduardo Roiz Morales, embora seja comum que os jovens representem a maior parte da subutilização, o número atual é alarmante, exigindo ações em duas frentes: crescimento econômico para gerar mais empregos e políticas públicas eficazes para inserir os jovens no mercado de trabalho. Entre 2012 e 2019, o aumento na taxa de jovens subocupados foi de 12%, saltando de 30% para 42%.

Desafios e Consequências do Desemprego Juvenil

A situação de Thales Baruf, um jovem desempregado formado em Relações Internacionais, ilustra as dificuldades enfrentadas por muitos. Apesar de buscar emprego no setor privado, ele se depara com a falta de oportunidades e desmotivação. A experiência de Thales, porém, não reflete a realidade da maioria dos jovens afetados, que, por pertencerem a classes econômicas mais baixas, necessitam trabalhar e aceitam empregos precários com salários baixos. O psicólogo Daniel Caraça, que trabalha em uma entidade assistencialista, destaca que o mercado se aproveita dessa necessidade, optando por contratar jovens para múltiplas funções com salários reduzidos, em detrimento de profissionais especializados.

Impacto no Sistema Previdenciário

A ausência de jovens no mercado de trabalho formal acarreta um impacto negativo no sistema previdenciário, como explica o economista Eduardo Roiz Morales. A diminuição do número de contribuintes ativos gera um déficit no sistema, que depende da arrecadação dos ativos para pagar os benefícios aos inativos. Em 2018, a Previdência Social registrou um rombo de R$ 290 bilhões e R$ 200 milhões. Com a tendência de redução no número de jovens empregados formalmente, a previsão é de que esse déficit aumente nos próximos anos. A reforma da previdência, com critérios mais rígidos de tempo de contribuição, agrava ainda mais a situação.

Em resumo, o desemprego juvenil no Brasil é um problema complexo com consequências de longo alcance, exigindo ações urgentes e coordenadas para promover o crescimento econômico e a inclusão social dos jovens no mercado de trabalho, garantindo um futuro mais próspero e sustentável para o país.

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