Levantamento também aponta que 32% ficaram desempregadas; em Ribeirão, mais de 8 mil demissões foram contabilizadas
Um levantamento recente revelou a difícil realidade financeira de muitos paulistas. De acordo com pesquisa realizada por uma empresa especializada em negociação de dívidas com 1.487 pessoas em São Paulo, 74% dos entrevistados relataram redução de renda, enquanto 32% perderam seus empregos durante a pandemia.
Impacto da Pandemia nas Finanças Paulistas
A pesquisa indica que a pandemia afetou significativamente as finanças dos paulistas. A perda de empregos em cidades como Ribeirão Preto (mais de 8.200 desde janeiro) e Franca (7.150) ilustra o impacto da crise. Muitos recorreram a empréstimos ou ao auxílio emergencial para pagar contas básicas. O diretor de marketing da empresa responsável pela pesquisa destaca que a maioria priorizou contas essenciais como água, luz e alimentação, deixando de lado dívidas mais caras, como as de cartão de crédito e cheque especial.
Estratégias de Sobrevivência e Prioridades
Diante da crise, os paulistas adotaram diversas estratégias para sobreviver financeiramente. Muitos utilizaram suas reservas de emergência, como a poupança. Entretanto, a priorização de contas básicas, como água, luz, aluguel e alimentação, resultou no atraso de outras, como o cartão de crédito. A pesquisa mostra que mesmo aqueles que mantiveram seus empregos sofreram redução na jornada de trabalho, impactando seus orçamentos familiares. A situação é agravada pelos altos juros cobrados em dívidas de cartão de crédito e cheque especial, que podem se transformar em uma bola de neve.
Perspectivas de Recuperação
Com a flexibilização das medidas de restrição, há expectativa de retomada em alguns setores, como comércio, construção civil e tecnologia. Especialistas em recursos humanos acreditam em uma recuperação rápida, impulsionada pela boa reação da economia, embora reconheçam que muitas empresas ainda sofrem impactos. Apesar da recuperação gradual, a pesquisa destaca a vulnerabilidade financeira de muitos paulistas e a necessidade de alternativas para lidar com as dívidas e retomar a estabilidade financeira.



