Alípio João Júnior, de 58 anos, enviou áudios em que ameaça vizinhos e o síndico do condomínio onde ele mora
Moradores de um prédio no centro de Ribeirão Preto contrataram um segurança particular após receberem ameaças do fazendeiro Alípio João Júnior, de 58 anos. O homem é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público por enviar mensagens com ameaças de morte, principalmente contra o síndico do condomínio.
Alípio João Júnior ficou conhecido após atirar com uma espingarda de pressão na virilha de um funcionário de um shopping na zona leste da cidade. O incidente ocorreu durante uma discussão sobre o ticket de saída do estacionamento. O funcionário precisou ser internado, mas já está recuperado. Alípio ficou preso preventivamente por uma semana e foi liberado em 25 de junho.
Em áudios obtidos pela reportagem, Alípio faz ameaças explícitas, dizendo que pode explodir o apartamento do síndico, mandar matar a filha dele e que não teme punições. Ele também afirma ter influência na região e que ninguém faria nada contra ele.
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“Se ele der uma batida hoje, eu vou explodir o apartamento dele. Se você der parte de mim, eu mando matar sua filha. Você tem filha, viu? Você tem mulher. Cuida da tua família. Eu vou explodir duas dinamites lá.”
“Eu tenho dinheiro. Eu mando fazer profissional da polícia. Você tem? Eu sou fazendeiro do Pará. Eu mato gente desde o dia que você nasceu.”
O advogado José Rogé Roscosci explicou que os moradores podem convocar uma assembleia para discutir a expulsão do condômino considerado antissocial, mesmo que o Código Civil não preveja expressamente essa medida. A jurisprudência, segundo ele, permite essa ação. Além disso, medidas protetivas podem ser solicitadas para impedir que Alípio se aproxime das vítimas das ameaças.
A reportagem tentou contato com a defesa de Alípio João Júnior, mas não obteve retorno. O caso segue em investigação pela Polícia Civil e Ministério Público.
Pontos-chave
- Fazendeiro Alípio João Júnior atirou em funcionário de shopping com espingarda de pressão e foi preso preventivamente por uma semana.
- Após ser liberado, Alípio enviou ameaças de morte a moradores e ao síndico do prédio onde mora.
- Moradores contrataram segurança particular devido ao medo das ameaças.
- Advogado afirma que moradores podem convocar assembleia para expulsar condômino antissocial e solicitar medidas protetivas.
Informações adicionais
Os áudios com as ameaças foram entregues ao Ministério Público e à Polícia Civil, que investigam o caso. O funcionário atingido no shopping recebeu atendimento hospitalar e já está recuperado.



