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Manifestantes fazem ato em frente a USP e provocam congestionamento

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
Ato em frente a USP
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Na manhã desta quarta-feira, funcionários da Universidade de São Paulo (USP) realizaram um protesto, bloqueando um dos acessos à unidade próximo à Avenida Bandeirantes. Esta é a segunda vez em duas semanas que os trabalhadores recorrem a essa medida.

Impacto no Trânsito e na População

Embora as entradas pela Avenida do Café e pelo Hospital das Clínicas (HC) não tenham sido interditadas, o bloqueio causou congestionamento e lentidão no trânsito. Terezinha de Almeida, que tinha uma consulta agendada no HC para tratamento de câncer de mama, expressou sua indignação, temendo perder o atendimento devido ao protesto. Motoristas, incluindo condutores de ambulâncias, também relataram atrasos significativos, comprometendo o atendimento a pacientes.

Motivação da Manifestação

O sindicato dos trabalhadores da USP (Sintusp) informou que a manifestação foi motivada pela proposta de um plano de demissão voluntária (PDV) apresentada pelo reitor Marco Antônio Zago. Segundo Regina, integrante do conselho do Sintusp, a medida foi recebida com indignação pelos funcionários, que também protestam contra a redução de jornada de trabalho com consequente diminuição salarial e o que consideram falta de negociação por parte da reitoria.

Preocupações com o Futuro da Universidade

Além do PDV, os manifestantes demonstraram preocupação com outras propostas da reitoria, como a transferência do Hospital Universitário e do Hospital Centrinho em Bauru para a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, bem como a possível transferência das creches da universidade para a Secretaria de Educação. Os trabalhadores temem que essas medidas representem um desmantelamento da instituição.

A reitoria alega que as medidas visam aliviar a crise financeira da USP, que estaria com 105% do orçamento comprometido com o funcionalismo. Em abril, a universidade já havia congelado salários e a reposição de funcionários. Estima-se que a USP possa desligar até 2.800 funcionários em todos os campi do estado, o que representa um em cada seis servidores não docentes. Com a greve se aproximando dos 90 dias, serviços como biblioteca e restaurante universitário permanecem paralisados.

A situação expõe um momento delicado para a comunidade acadêmica, com impactos tanto para os funcionários quanto para a população que depende dos serviços da universidade.

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