Faltam profissionais para o cargo; intensivista, Maria Auxiliadora Martins, diz que junho é uma incógnita para o escalonamento
Mortes por coronavírus em Ribeirão Preto dobram em quatro meses, sobrecarregando hospitais.
Aumento de óbitos e a situação crítica em hospitais
O número de mortes por coronavírus em Ribeirão Preto dobrou nos últimos quatro meses, ultrapassando a marca de 2 mil óbitos. A situação nos hospitais é crítica, com aumento significativo na letalidade.
Sobrecarga de profissionais e falta de recursos
A médica intensivista Maria Auxiliadora Martins, do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, relata a dificuldade em manter as escalas de atendimento. A equipe, composta por apenas 16 médicos intensivistas para 60 leitos de UTI, enfrenta exaustão e sobrecarga de trabalho, com profissionais pedindo demissão ou afastamento. A falta de insumos e medicamentos também agrava a situação. A médica afirma que a alta demanda por atendimento especializado impede a criação de novos leitos.
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Preocupação com uma possível terceira onda
A Dra. Martins acredita que uma terceira onda seria uma continuação da segunda, devido ao prolongamento das internações e ao alto comprometimento dos hospitais. A redução no número de infecções na cidade não se refletiu na demanda da UTI, mantendo a pressão sobre os leitos e a equipe médica. A restrição de procedimentos eletivos também é uma consequência da situação.
A entrevista completa com a Dra. Martins pode ser conferida em cbnribeirão.com.br.


