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Médico diz que Secretaria de Saúde perseguia quem desconfiava dos falsos médicos

Depoimento foi dado em comissão investigadora comandada por parlamentares de Franca que ainda vão ouvir a pasta
Secretaria de Saúde
Depoimento foi dado em comissão investigadora comandada por parlamentares de Franca que ainda vão ouvir a pasta

Depoimento foi dado em comissão investigadora comandada por parlamentares de Franca que ainda vão ouvir a pasta

Em depoimento recente, o médico Víneo de Oliveira, que trabalhou no pronto socorro Dr. Álvaro Azuz em 2014, revelou irregularidades e assédio moral que teriam ocorrido no início do contrato com o ICV (Instituto Ciências da Vida). Suas declarações lançam luz sobre possíveis fraudes e a conivência da administração municipal.

Remanejamento de Funcionários e Questionamentos Ignorados

De acordo com Oliveira, funcionários do centro de saúde estranharam a conduta de alguns médicos terceirizados e levaram suas preocupações aos superiores. No entanto, em vez de investigar as denúncias, a direção optou por remanejar os funcionários para outras unidades. O médico relatou que vários profissionais foram afastados após questionarem, por exemplo, a prescrição inadequada de exames de raio-X.

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Fraudes e Falta de Fiscalização

O ICV e seus médicos têm sido alvo de investigações por suspeitas de fraudes, incluindo o uso de CRMs falsos. O vereador Márcio do Flórida, presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI), afirmou que Oliveira confirmou a falta de fiscalização dos relatórios de horas trabalhadas pelos profissionais. As investigações apontam para a possibilidade de que as escalas eram forjadas, indicando uma falha grave no controle da prestação de serviços.

Assédio Moral e Conivência da Administração

Oliveira também denunciou o assédio moral sofrido por servidores municipais que colaboraram com a CEI. Segundo o vereador Márcio do Flórida, isso comprova que a administração estava ciente das irregularidades no pronto socorro. Servidores que depuseram na CEI teriam perdido cargos comissionados ou foram transferidos, evidenciando uma tentativa de silenciar as denúncias. A administração municipal tinha conhecimento dos problemas desde 2014, quando surgiram as primeiras suspeitas sobre a atuação de médicos com registros falsos.

As declarações do médico reforçam a necessidade de aprofundar as investigações para apurar as responsabilidades e garantir a transparência na gestão da saúde pública em Franca.

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