O mercado cervejeiro inicia 2026 com expectativas positivas impulsionadas por eventos como a Copa do Mundo e o alto número de feriados prolongados. Segundo o especialista Carlos Braghin, o setor não vive uma crise, mas um processo de transformação, marcado por margens apertadas e maior profissionalização das cervejarias. O cenário indica um mercado mais maduro, que busca se adaptar a um consumidor cada vez mais exigente.
Esse novo perfil de público prioriza menos quantidade e mais qualidade, valoriza a origem do produto, os processos de produção e a identidade das marcas. O crescimento das cervejas sem álcool reflete uma maior preocupação com saúde e estilo de vida, enquanto a bebida passa a ocupar um espaço mais ligado à gastronomia, à sociabilização e às experiências sensoriais, indo além do consumo restrito aos fins de semana.
Entre as tendências para o ano estão a manutenção das IPAs como referência, o avanço de cervejas mais leves e o fortalecimento de estilos e ingredientes brasileiros, como o uso estratégico do lúpulo nacional. Tecnologia e sustentabilidade também ganham destaque, permitindo que pequenas cervejarias inovem com produtos sem álcool, sem glúten e voltados a públicos específicos, reforçando a ideia de “beber menos e beber melhor” em 2026.