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Mercado recessivo e economia travada fazem procura por crédito cair

Queda de abril para maio foi de 6,8% segundo SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito)
procura por crédito
Queda de abril para maio foi de 6,8% segundo SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito)

Queda de abril para maio foi de 6,8% segundo SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito)

A procura por crédito no Brasil apresentou um recuo significativo em maio de 2016, conforme dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). A demanda dos consumidores diminuiu 6,8% em relação ao mês anterior, 8,9% na comparação interanual, e 6,3% no acumulado do ano até maio. A avaliação acumulada nos últimos 12 meses também registrou queda, de 4,3%.

Análise por Segmento

Ao analisar os segmentos que compõem o indicador, observa-se que as instituições financeiras registraram uma queda de 3,8% na demanda por crédito. Já no segmento não financeiro, a retração foi mais expressiva, atingindo 6,8%. Essa disparidade sugere diferentes dinâmicas e fatores influenciando o comportamento dos consumidores em cada setor.

Cenário Econômico e Desconfiança

O economista Flávio Calife atribui esse cenário adverso à grande incerteza econômica que persiste desde 2015. Segundo ele, a queda na demanda por crédito reflete uma situação de desconfiança generalizada, combinada com a redução da renda, o aumento do desemprego, juros e preços mais elevados. Essa combinação de fatores tem impactado negativamente o consumo das famílias e o desempenho do varejo.

Perspectivas para o Futuro

Apesar do quadro de instabilidade, Calife vislumbra uma melhora na confiança do mercado investidor para 2017. Ele destaca que os indicadores de confiança dos agentes econômicos, consumidores e empresas, embora ainda em patamares historicamente baixos, mostram sinais de estabilização e até mesmo uma pequena melhora nas últimas medições. Essa perspectiva otimista é impulsionada por mudanças no cenário político e por dados econômicos mais favoráveis.

O indicador de demanda por crédito de pessoa física é elaborado a partir da quantidade de consultas de CPF à base de dados por empresas, utilizando a média de 2011 como ano base.

Diante desse panorama, o mercado aguarda os próximos meses para confirmar a tendência de recuperação e o impacto das medidas econômicas no comportamento dos consumidores.

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