Arroz, feijão, ovo e farinha continuam com tendência de alta no país; comerciante explica reflexos
Apesar da inflação ter registrado em março seu menor índice desde janeiro de 2021, segundo dados do IBGE, a realidade do consumidor brasileiro ainda é marcada por preços elevados nos alimentos da cesta básica. O impacto nos preços é sentido diretamente no bolso da população, que precisa lidar com a alta persistente de itens essenciais.
Alimentos com Preços Elevados
O ovo, por exemplo, sofreu um aumento de 10% entre janeiro e março, demonstrando a pressão inflacionária sobre os produtos alimentícios. Outros itens como a farinha de mandioca (7,6% de alta nos últimos quatro meses) e o arroz (6% de alta no mesmo período) também contribuem para o encarecimento da cesta básica. O feijão carioca, muito consumido no país, registrou alta de 7,3%, enquanto o feijão preto subiu 6,2%, impactando diretamente o orçamento das famílias.
Impacto no Comércio e no Consumidor
Comerciantes relatam dificuldades em absorver os aumentos de preços vindos dos fornecedores, repassando-os inevitavelmente ao consumidor. A alta nos custos de produção, como a alimentação mais cara das aves e o reajuste no preço da carne, são fatores que explicam parte do cenário atual. A consequência direta é a redução no consumo, com os clientes comprando menos e os estoques diminuindo. Muitos consumidores estão mudando seus hábitos de compra, optando por promoções e diminuindo a frequência das compras mensais para economizar.
A persistência de preços elevados em itens básicos da alimentação demonstra que, embora a inflação geral tenha apresentado queda, o impacto no dia a dia do consumidor ainda é significativo. A combinação de fatores como aumento nos custos de produção e mudanças nos hábitos de consumo configura um cenário desafiador para a população, que busca estratégias para lidar com o encarecimento dos alimentos.



