Ouça a coluna ‘Multimídia’ com Edmo Bernardes
Pesquisa aponta preferência por lojas físicas
Uma pesquisa recente do Consumer Insights, braço do Instituto Cantão, revelou dados surpreendentes sobre o comportamento do consumidor brasileiro. Apesar do crescimento exponencial do comércio eletrônico impulsionado pela pandemia, 51% dos entrevistados ainda preferem comprar em lojas físicas. Em uma enquete realizada nas redes sociais da CBN Ribeirão, o resultado foi ainda mais expressivo: 80% dos participantes optaram pelas lojas físicas.
Insegurança e dificuldades online
A pesquisa apontou que a insegurança é um fator crucial para a preferência pelas lojas físicas. 33% dos entrevistados se recusam a fornecer dados pessoais para compras online, enquanto 19% alegam dificuldade em encontrar os produtos desejados nos sites. A lentidão na entrega e a falta de confiança na melhora dos serviços de entrega também foram citadas como motivos de preocupação (16%).
Diferenças entre homens e mulheres nas compras online
Durante a discussão, surgiu a questão das diferenças entre homens e mulheres no processo de compra online. Os homens, segundo os debatedores, tendem a ser mais impulsivos e menos pacientes na pesquisa de produtos, enquanto as mulheres costumam ser mais detalhistas e buscar mais opções. Uma perspectiva evolutiva foi apresentada, sugerindo que essas diferenças podem estar ligadas aos papéis tradicionais de homens e mulheres na sociedade.
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Redes sociais e o bloqueio de contas
A entrevista também abordou o bloqueio das contas de Donald Trump em redes sociais como Facebook, Instagram e Snapchat após as eleições americanas de 2020. Esse evento foi visto como um marco na regulação das redes sociais, sinalizando uma tendência de maior controle sobre a disseminação de informações falsas e discursos de ódio. A discussão destacou que, embora o poder ainda influencie as decisões das plataformas, há uma tendência irreversível para maior moderação e combate à desinformação online.
Em resumo, a preferência por lojas físicas no Brasil persiste, impulsionada por preocupações com segurança e praticidade. Ao mesmo tempo, as redes sociais demonstram uma crescente responsabilidade na moderação de conteúdo, buscando um ambiente online mais seguro e confiável.



