A Procuradoria-Geral de Justiça recorreu da decisão que anulou o julgamento de Junio Cesar Roza Giorgetti, condenado a 30 anos de prisão pela morte da namorada, Vanessa Nobres Martins, em Sertãozinho. O caso, ocorrido em 2013, voltou a ser discutido após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerar que não havia elementos concretos suficientes para sustentar a condenação.
Vanessa tinha 19 anos quando foi assassinada, em setembro de 2013. O corpo dela foi encontrado dias após o desaparecimento, em um córrego na região do bairro Cohab 3. Durante as investigações, uma terceira pessoa chegou a confessar o crime à Guarda Civil Municipal, mas esse homem morreu pouco tempo depois. A informação passou a integrar os argumentos da defesa para contestar a condenação.
Recurso do Ministério Público
O recurso apresentado pela Procuradoria-Geral de Justiça busca restabelecer a decisão do Tribunal do Júri. Segundo o promotor de Justiça José Gaspar Figueiredo, o Ministério Público defende a soberania da decisão dos jurados e argumenta que não há fatos novos que justifiquem a revisão do caso.
De acordo com o promotor, o processo ainda poderá ser analisado por um colegiado do STJ e, posteriormente, pelo Supremo Tribunal Federal. Caso o recurso não seja aceito, um novo julgamento deverá ser realizado.
Família cobra justiça
A anulação da condenação causou indignação entre familiares de Vanessa, que afirmam estar revivendo a dor da perda e esperam que a Justiça restabeleça a prisão do condenado. A defesa de Junio Cesar Roza Giorgetti mantém a alegação de inocência e afirma que não existem provas materiais ou testemunhas que comprovem a participação dele no assassinato.
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Com a decisão do STJ que anulou o julgamento, a expectativa é que ele seja colocado em liberdade nos próximos dias, até que haja uma nova definição sobre os rumos do processo. Ainda não há data definida para uma eventual realização de novo júri.



