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Ministro da Economia quer baixar o preço do gás pela metade

Especialista acredita que o valor do combustível pode cair, mas não aposta que a queda será tão acentuada
Preço do gás
Especialista acredita que o valor do combustível pode cair, mas não aposta que a queda será tão acentuada

Especialista acredita que o valor do combustível pode cair, mas não aposta que a queda será tão acentuada

O ministro Paulo Guedes afirmou que o governo pode reduzir o preço do gás de cozinha em 50% em dois anos, quebrando o monopólio da Petrobras no refino de petróleo. Entretanto, essa previsão é contestada por especialistas do setor.

Preços e Custos do Gás de Cozinha

Segundo o dono de uma rede de distribuição, Março Cestari, uma redução de 50% é improvável sem subsídios governamentais. O preço atual gira em torno de R$ 76,00, com impostos representando cerca de 12%. Cestari destaca os altos custos de distribuição, incluindo o transporte em carretas devido à falta de gasodutos em todo o país. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta um custo médio de pouco mais de R$ 70,00 por botijão, com o preço na refinaria partindo de R$ 26,00.

Impacto em Consumidores e Comércios

Para consumidores, a alta no preço do gás é um fardo significativo. Uma dona de casa relatou pagar R$ 70,00 após negociação. Em restaurantes, o impacto seria ainda maior. Um estabelecimento em Ribeirão Preto gasta R$ 3.000,00 mensais com gás; uma redução de 50% permitiria a contratação de mais funcionários ou a redução do preço das refeições.

Abertura de Mercado e Perspectivas

O consultor José Carlos de Lima Jr. afirma que a abertura do mercado pode reduzir os preços do GLP (gás liquefeito de petróleo) e do GNV (gás natural veicular). No entanto, ele defende a necessidade de melhorias no ambiente de negócios e uma reforma tributária antes de qualquer medida. Embora a concorrência possa baixar preços, outros fatores econômicos influenciam o resultado final, tornando difícil estipular uma porcentagem exata de redução.

Apesar das declarações governamentais, a viabilidade da redução de 50% no preço do gás de cozinha em dois anos permanece incerta, dependendo de diversos fatores econômicos e da implementação de políticas públicas eficazes. A expectativa da população é por uma diminuição nos custos, mas a realidade do mercado apresenta desafios consideráveis.

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