Safra 2024/25 deve terminar com 592 milhões de toneladas, contra 656 milhões da 2023/ 24; baixa pode afetar preço do etanol
As usinas da região Centro-Sul do país devem processar 9,8% menos cana-de-açúcar na safra 2024–2025 em comparação com o período anterior, informou a consultoria agrícola Tagro nesta quarta-feira durante o evento Abertura de Safra. Segundo a projeção, as indústrias da região — responsáveis por mais de 90% da matéria-prima produzida no Brasil — devem moer 592 milhões de toneladas até abril do ano que vem.
Queda projetada na moagem
Para a safra 2023–2024, a Tagro estima que a moagem encerrará em 656 milhões de toneladas. A redução prevista de 9,8% representa uma retração relevante na atividade industrial da região, que concentra a maior parte da produção nacional de cana.
Causas da redução
O presidente da Tagro, em entrevista concedida durante o evento, atribuiu a queda principalmente à expectativa de menor volume de chuvas no período, o que deve reduzir a produtividade por hectare. Menores índices pluviométricos podem comprometer tanto a quantidade quanto a qualidade da matéria-prima colhida.
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Impactos possíveis no mercado
Especialistas alertam que a menor oferta de cana pode repercutir na produção de etanol, pressionando os preços ao consumidor. A cadeia produtiva e os mercados de combustíveis acompanham os dados com atenção para avaliar a necessidade de ajustes na oferta e no preço final na bomba.
O setor acompanha os próximos boletins e as previsões climáticas para avaliar se a tendência será confirmada ou se medidas poderão mitigar os efeitos sobre a produção e o mercado.



