Artista tem dezenas de obras espalhadas por Ribeirão e foi um dos grandes parceiros do pintor e escultor Bassano Vaccarini
Morre aos 86 anos o artista plástico Tirso Cruz
Vida e obra
O corpo do artista plástico Tirso Cruz será velado na manhã desta quarta-feira. Internado desde o mês passado após uma queda, o artista e aposentado faleceu na noite de terça-feira, aos 86 anos. Seu trabalho é parte integrante do cenário de Ribeirão Preto, com esculturas marcantes espalhadas pela cidade. Entre suas obras mais conhecidas estão: o Trabalhador do Café (Avenida do Café), o Motoqueiro (Praça da Bíblia), as esculturas de cimento no Morro de São Bento (próximo à Secretaria de Cultura), além de trabalhos no Teatro Municipal, Teatro de Arena, Praça Santo Antônio, Campos Elísios (em frente à Igreja de Santo Antônio), o Corupirá (Parque Luiz Roberto Jabali), e a Praça das Artes (Parque Maurílio Biage).
Carreira e reconhecimento
Natural de São Joaquim da Barra, Tirso Cruz perdeu a mãe na infância e foi criado por tios em São Paulo. Aos 18 anos, iniciou sua carreira artística na Escola Municipal de Belas Artes, onde lecionou por mais de 30 anos. Além das artes plásticas, dedicou-se ao teatro, criando cenários. Em Ribeirão Preto, conheceu o amigo Bassano Vacarini no Teatro Brasileiro de Comédia, parceria que se estendeu à construção de pavilhões para as comemorações do centenário da cidade em 1956. A amizade rendeu trocas culturais, com Tirso aprendendo italiano e ensinando português a Bassano.
Legado
A Secretaria de Cultura divulgou nota de pesar, destacando a trajetória e a contribuição de Tirso Cruz para a cultura de Ribeirão Preto. Seu legado artístico permanece vivo nas diversas obras que embelezam a cidade, testemunho de uma vida dedicada à arte e à amizade.



