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Morte de 400 mil abelhas causa prejuízo de R$ 150 mil a produtores de Araras

Suspeita é de que agrotóxicos utilizados em laranjal tenham causado as mortes; caso foi o terceiro desde novembro
morte de abelhas
Suspeita é de que agrotóxicos utilizados em laranjal tenham causado as mortes; caso foi o terceiro desde novembro

Suspeita é de que agrotóxicos utilizados em laranjal tenham causado as mortes; caso foi o terceiro desde novembro

Mortandade de Abelhas em Araras Causa Prejuízo de R$ 150 Mil

Um apicultor de Araras, Lúcio Aparecido Taganiele, sofreu recentemente a perda de aproximadamente 400 mil abelhas em apenas seis dias. Este evento representa um prejuízo estimado em mais de R$ 150 mil, sendo a terceira grande mortandade que afeta suas colmeias desde novembro de 2023.

Suspeita de Contaminação por Agrotóxicos

Lúcio suspeita que a causa das mortes seja a aplicação de agrotóxicos em um laranjal localizado a 700 metros de seu apiário. Segundo ele, o laranjal foi pulverizado na semana anterior à mortandade. A descrição do apicultor sobre as abelhas afetadas indica contaminação: “As abelhas pegaram tudo veneno nas asas, ficaram tudo pálidas, ficaram tudo com a casazinha brilhando. Ficaram tudo toruados, eu comecei a tratar as abelhas e as abelhas nem comeram o meu que estava dentro da garrafa”. Ele estima que cerca de 45 de suas 300 colmeias foram afetadas.

Histórico de Perdas e Análise Laboratorial

Esta não é a primeira vez que Lúcio enfrenta essa situação. Em fevereiro de 2024, 100 colmeias foram perdidas após a pulverização aérea de agrotóxicos próxima ao apiário. Em novembro de 2023, outras 100 colmeias foram afetadas, resultando em um total estimado de 2 milhões de abelhas mortas desde então. Um laudo laboratorial, encomendado por Lúcio, comprovou a contaminação por agrotóxicos em amostras de abelhas coletadas após um dos eventos. Com a produção comprometida pela perda significativa de colmeias (cada uma produz cerca de 26 kg de mel por ano), o apicultor ainda não vislumbra quando poderá recuperar sua produção. “Na minha recuperação não consigo recuperar mais essas abelhas minhas. É tudo perdido. Tem que renovar em chame e fazer em chame novo para tentar se consegue sobreviver alguns em chame outra vez”, desabafa Lúcio.

O caso demonstra os impactos devastadores do uso inadequado de agrotóxicos na apicultura e a necessidade de medidas que protejam as abelhas e os meios de subsistência dos apicultores.

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