Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
Aprovada nova regulamentação para motoboys, mototaxistas e motofretistas em todo o país, garantindo o adicional de periculosidade para esses profissionais. A medida, publicada no Diário Oficial da União, visa compensar o risco constante de morte a que estão expostos esses trabalhadores.
Impacto no setor e visão dos profissionais
Segundo dados da Transherp, empresa que gerencia o trânsito, entre 2009 e o primeiro semestre de 2013, 177 pessoas perderam a vida em acidentes envolvendo motocicletas. Para Luiz Alberto Mastrângelo, motoboy, o benefício é bem-vindo, ajudando a cobrir os custos de manutenção e equipamentos de segurança. “A gente sempre espera um aumento, né? Vem em boa hora, para ajudar no custo da moto”, afirma.
Repercussão entre empresários e clientes
Antônio Carlos Silva, empresário do setor, que emprega 40 profissionais, vê a lei como um passo para melhorar a qualidade do serviço de entrega. Ele se antecipou à medida, aumentando o salário dos funcionários e, consequentemente, os custos para os clientes. Adriana Domingos, gerente de RH, relata um aumento nos gastos com entregas, mas acredita na melhoria do serviço. “A gente vai continuar apostando porque a gente tem confiança e que está entregando certinho”, diz.
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Formalização e perspectivas futuras
O advogado Ricardo Estevão considera o adicional de periculosidade um incentivo à formalização no setor, apesar do aumento nos custos para os empregadores. Ele ressalta que o benefício é transitório, cessando quando o trabalhador deixa a atividade periculosa. A lei abrange motoboys, mototaxistas e motofretistas, bem como todos que trabalham com o uso de motos.
A nova regulamentação busca equilibrar os direitos dos trabalhadores com a sustentabilidade do setor, promovendo um ambiente de trabalho mais seguro e formalizado.



