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MP e Conselho Tutelar investigam caso de suposto maus tratos em escola municipal de Ribeirão

Promotor do Geduc, Naul Felca, explica que vão apurar se a escola está cheia demais, ocasionando a falta de atenção às crianças
maus tratos em escola
Promotor do Geduc, Naul Felca, explica que vão apurar se a escola está cheia demais, ocasionando a falta de atenção às crianças

Promotor do Geduc, Naul Felca, explica que vão apurar se a escola está cheia demais, ocasionando a falta de atenção às crianças

O Ministério Público e o Conselho Tutelar de Ribeirão Preto investigam um caso de supostos maus-tratos contra uma criança de três anos em uma escola municipal.

Investigação após Boletim de Ocorrência

O pai da criança registrou um boletim de ocorrência após observar queimaduras pelo corpo do filho. Ele alega que a escola, Escola Infantil Gibi, minimizou o ocorrido, afirmando que as queimaduras teriam acontecido enquanto a criança brincava ao sol em uma área descoberta da quadra. O pai contrapõe essa versão, relatando que o filho apresentava febre e queimaduras graves, além de ter chegado em casa com muita sede, indicando exposição prolongada ao sol sem hidratação. Ele também afirma que a diretora da escola se recusou a entregar as imagens das câmeras de segurança, alegando que acionaria seu advogado antes de liberar o material.

Imagens e Laudos

A criança passou por exames de corpo de delito, e o pai aguarda os laudos para dar continuidade às investigações. Ele pretende apresentar os resultados ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público. O pai demonstra preocupação com o comportamento da criança após o incidente, relatando mudanças de humor e agressividade, o que atribui ao ocorrido na escola. A Secretaria da Educação divulgou nota afirmando que as câmeras registraram a rotina dos alunos e que as queimaduras podem ter ocorrido durante brincadeiras na área descoberta.

Desdobramentos e Preocupações

O Conselho Tutelar trata o caso como suspeita de maus-tratos e agendará uma reunião com a família para apurar melhor os fatos. O Ministério Público também abriu um procedimento para apurar as condutas da professora e da escola, inclusive investigando a possibilidade de superlotação na sala de aula. O promotor responsável mencionou a possibilidade de crimes de maus-tratos ou até mesmo tortura, dependendo das provas. Há questionamentos sobre as condições da escola e a possibilidade de casos similares se repetirem. A Secretaria da Educação entrou em contato com a família, comprometendo-se a investigar o caso.

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