O Ministério Público emitiu nesta quinta-feira um parecer pelo arquivamento da investigação sobre a morte de Élede Guidi, de 80 anos, amiga de Elizabeth Arrabaça, em Pontal. A apuração investigava a suspeita de que Elizabeth tivesse provocado a morte da mulher por envenenamento, dez anos atrás.
Segundo o parecer, apesar de haver indícios de um comportamento considerado estranho de Elizabeth, não existem atualmente meios de comprovar que a morte foi provocada por envenenamento. A promotoria apontou que a coleta de materiais para análises toxicológicas ficou prejudicada pelo tempo decorrido desde a morte.
Élede foi encontrada morta em 22 de dezembro de 2016, na casa onde morava sozinha, no Centro de Pontal. Na época, o caso foi registrado como morte natural, associado a um quadro de insuficiência respiratória aguda grave, edema pulmonar bilateral e pneumonite.
Investigação
Durante as investigações, surgiu a suspeita de que Elizabeth poderia ter agido para se livrar de uma dívida que teria com Élede. O inquérito, porém, foi concluído sem o indiciamento de Elizabeth, porque não foi possível demonstrar, por meio de provas técnicas, que a morte havia sido causada por envenenamento.
Elizabeth, de 68 anos, está presa preventivamente em Tremembé desde agosto do ano passado. Ela é acusada das mortes da filha, a médica veterinária Natália Garnica, em fevereiro do ano passado, e da nora, a professora de Pilates Larissa Rodrigues, em março do mesmo ano.
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Nos dois casos, segundo a investigação mencionada na transcrição, foram identificadas nas vítimas substâncias no organismo conhecidas como “chumbinho”. Elizabeth também é acusada de ter tentado matar a amiga Neusa Guioto em 2017 e negou envolvimento nas mortes.
Acusações
Em audiência de instrução realizada nesta semana no processo relacionado à morte de Natália Garnica, Elizabeth afirmou ser inocente e disse, sob juramento, que a filha mais nova mentiu ao fazer acusações contra ela na Justiça.
A investigação sobre a morte de Élede Guidi, por sua vez, deve ser arquivada conforme o parecer do Ministério Público, que considerou não haver atualmente elementos técnicos suficientes para comprovar a suspeita de envenenamento.



