Ouça o quadro ‘A cidade há 100 anos’, com Rosana Zaidan
Em 19 de agosto de 1915, um evento notável ecoou por todo o Brasil, originando-se nas águas de Fernando de Noronha e reverberando até as páginas do Jornal da Cidade em Ribeirão Preto. A história da barca italiana Francesca Champa, carregada de carvão e a caminho de Montevidéu, capturou a atenção do país.
O Incêndio e a Luta pela Sobrevivência
A barca cargueira, navegando ao norte da costa de Fernando de Noronha, foi consumida por um incêndio. A ausência de passageiros a bordo foi um alívio em meio à crise. A tripulação, incluindo o comandante, enfrentou quatro dias de luta incessante contra as adversidades do mar, do sol e do frio.
A Chegada à Costa e a Esperança
O que realmente impressionou foi a notável resistência demonstrada pelos tripulantes. Exaustos, mas determinados, eles conseguiram alcançar a costa da ilha, um testemunho da força humana diante da adversidade. A notícia da época expressava preocupação com o restante da tripulação, ainda desaparecida.
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O Resgate e o Legado da História
Os sobreviventes foram resgatados e transportados para Recife a bordo de um vapor nacional chamado Piaui. A história da Francesca Champa, com seu incêndio e a luta pela sobrevivência, permanece como um lembrete da resiliência humana e da importância da esperança em face da tragédia.
A saga da Francesca Champa, embora marcada por perdas, celebra a tenacidade humana diante do imponderável.



