Irmãs cearenses passaram pela primeira cirurgia no sábado (17); elas se recuperam bem
Isadora e Maria, irmãs siamesas unidas pelo crânio, deram mais um passo importante em sua jornada rumo à separação. Após a primeira etapa da cirurgia ter sido um sucesso, a segunda fase está prevista para maio deste ano.
Primeira etapa concluída com sucesso
A primeira parte da cirurgia ocorreu sem imprevistos, de acordo com o neurocirurgião Dr. Hélio Machado. As meninas acordaram bem, respirando sem a necessidade de aparelhos e, atualmente, estão ativas e se alimentando normalmente. O sucesso se deve à preparação meticulosa e ao planejamento detalhado da equipe médica.
Próximos passos e desafios
A segunda etapa da cirurgia, prevista para maio, exigirá novos exames e um planejamento rigoroso. O procedimento de separação é complexo e demandou um ano de estudos para sua viabilidade. Os cérebros das gêmeas são independentes, o que aumenta a complexidade do procedimento. Ao todo, serão necessárias quatro cirurgias ao longo de um ano.
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Cooperação internacional e custo
O caso mobilizou uma equipe de mais de 30 profissionais de diversas áreas, incluindo um médico dos Estados Unidos. A cirurgia, que custaria cerca de 2,5 milhões de dólares nos EUA, está sendo realizada no Brasil pelo SUS, com um custo estimado em R$ 100 mil. A colaboração entre a universidade, a faculdade de medicina e o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto foi fundamental para o sucesso do projeto. O apoio institucional e a expertise da equipe médica foram cruciais para a realização do procedimento, inédito no país.
A jornada de Isadora e Maria demonstra a capacidade e a dedicação da equipe médica brasileira, aliada à cooperação internacional, em lidar com casos complexos de alta complexidade. O sucesso da primeira fase da cirurgia traz esperança para a completa separação das gêmeas e para a sua recuperação plena.



