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Novo sistema para empresas pagarem o fundo de garantia passa a funcionar nesta sexta-feira (1º)

Ferramenta visa agilizar o serviço por parte das empresas; confira como funciona e como aderir ao "FGTS Digital"
Novo sistema para empresas pagarem
Ferramenta visa agilizar o serviço por parte das empresas; confira como funciona e como aderir ao "FGTS Digital"

Ferramenta visa agilizar o serviço por parte das empresas; confira como funciona e como aderir ao “FGTS Digital”

Entrou em vigor hoje o FGTS Digital, novo sistema pelo qual as empresas deverão fazer os depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. A mudança promete agilizar rotinas de empregadores e reduzir custos da administração pública, mas também exige atenção permanente por parte dos trabalhadores para evitar falhas nos lançamentos e riscos de fraude.

O que muda com o FGTS Digital

Segundo o Ministério do Trabalho, o sistema vai operar integrado ao eSocial e tem como objetivo tornar o processo mais rápido: estima-se uma economia de mais de 36 horas por mês no trabalho administrativo das empresas. Para o governo, a expectativa é de redução de custos de operação de cerca de R$ 144 milhões ao ano. No estado de São Paulo, por exemplo, mais de 13 milhões de trabalhadores com carteira assinada são beneficiados pelo depósito regular do FGTS.

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Além da simplificação para empregadores, o FGTS Digital pretende acelerar o acesso ao saldo pelos trabalhadores em ocasiões de saque, como demissão sem justa causa ou aquisição da casa própria. O controle dos depósitos passa a ser facilitado por meio do aplicativo do FGTS, que exibe extratos e pode enviar notificações por SMS quando houver movimentações.

Cuidados que os trabalhadores devem ter

Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que, apesar das vantagens, a transição pode gerar problemas para empresas que tenham dificuldade de adaptação e, consequentemente, atrasos ou falhas nos depósitos. Por isso, é essencial que o trabalhador acompanhe mensalmente o extrato disponível no aplicativo oficial do FGTS, mantendo o celular cadastrado para receber alertas e consultando o histórico de depósitos.

Também há risco de golpes: financeiras e intermediários têm oferecido empréstimos com base no saldo do saque-aniversário e, para isso, costumam solicitar acesso ao aplicativo — às vezes pedindo senha — ou até informações do INSS quando o cliente é aposentado. A recomendação é nunca compartilhar senhas, limitar autorizações e trocar acessos com frequência para reduzir a chance de fraudes.

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Saque-aniversário, antecipações e limitações

Uma das opções disponíveis atualmente é o saque-aniversário, que permite ao trabalhador retirar parte do saldo do FGTS anualmente. Mas especialistas lembram que essa modalidade equivale a antecipar recursos que pertencem ao trabalhador: ao optar pelo saque-aniversário, ele abre mão do direito ao saque-rescisão integral em caso de demissão sem justa causa. A reversão para o regime antigo (saque-rescisão) só fica disponível após dois anos da mudança.

Para quem recorre a empréstimos com garantia no saque-aniversário, é importante avaliar juros e condições. Em alguns casos, os juros dessas operações podem não ser vantajosos; em outros, para quem precisa de emergência, podem representar uma alternativa — desde que feita com cautela e sem fornecer senhas a terceiros.

O novo sistema oferece ganhos operacionais para empresas e governo, mas sua eficácia dependerá da correta implementação pelas empresas e da vigilância contínua dos trabalhadores sobre seus depósitos e autorizações. Manter o aplicativo oficial atualizado, registrar o telefone e checar o extrato são medidas simples que reduzem riscos e ajudam a preservar o direito ao saldo do FGTS.

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