Em contrapartida as vendas de pacotes de turismo e de passagens aéreas aumentaram
O Brasil encerrou 2017 com um número menor de agências de turismo em comparação com o ano anterior. De acordo com dados do Instituto de Pesquisas, Estudos e Capacitações em Turismo, o país contava com 22.500 agências, representando uma redução de 500 unidades em relação a 2016.
Redução e Contexto de Mercado
Para Rodrigo Albert Saliba, agente de viagens com quase 30 anos de experiência, a abertura e o fechamento de agências é um processo natural do mercado. Ele acredita que a crise econômica contribuiu para um "enxugamento" do setor, favorecendo a permanência das empresas mais bem administradas e profissionais. A pesquisa, realizada com microempresas (até 9 colaboradores), que representam cerca de 95% do setor, aponta que muitas empresas fecham devido à falta de administração eficiente.
Crescimento nas Vendas e Mudança nos Hábitos
Apesar da redução no número de agências, houve um crescimento de quase 16% nas vendas de pacotes turísticos entre 2016 e 2017. Saliba destaca que o brasileiro, mesmo em meio à crise, não deixou de viajar. Observa-se também um aumento na procura por viagens internacionais, com Buenos Aires se mantendo como destino favorito no exterior. No Brasil, as praias do Nordeste continuam sendo as mais procuradas.
Leia também
Em resumo, o setor de turismo brasileiro em 2017 apresentou um cenário complexo, com redução no número de agências, mas crescimento nas vendas. A crise econômica impactou o mercado, selecionando as empresas mais preparadas e influenciando as escolhas dos viajantes, que buscaram alternativas e destinos diversos.



