A cada dez famílias pelo menos sete estão com algum problema de endividamento
O número de famílias brasileiras endividadas atingiu o maior nível dos últimos 11 anos, segundo dados recentes. A dificuldade em fechar as contas tornou-se uma realidade para muitas famílias, com aumentos nos preços de itens básicos superando o crescimento da renda.
Alta nos custos básicos
A alta generalizada de preços impactou diretamente o orçamento doméstico. Reajustes no IPTU e IPVA, somados ao aumento nos preços dos combustíveis e energia elétrica, contribuíram significativamente para o agravamento da situação financeira de muitas famílias. Para quem depende do carro para trabalhar, o impacto foi ainda maior.
Depoimento e consequências
Nilsson Gabriel, um aposentado, relatou sua dificuldade em manter as contas em dia devido aos aumentos de gasolina, gás, condomínio e energia elétrica. Ele não conseguiu arcar com os custos em 2021 e atrásra busca renegociar suas dívidas. Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC) revela que sete em cada dez famílias brasileiras enfrentam algum tipo de problema de endividamento, sendo 2021 o ano com o pior índice dos últimos 11 anos.
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Perspectivas e desafios
O analista econômico Diego Gali destaca a necessidade de equilíbrio e planejamento financeiro para lidar com a situação. A inflação, que deve girar entre 4% e 6%, afeta principalmente os itens de consumo básico, sem possibilidade de substituição, sendo a principal causa do endividamento. A incerteza política e econômica também contribui para a instabilidade, afetando os investimentos e a geração de empregos. A busca por soluções para o problema do endividamento familiar continua sendo um grande desafio.



