Apesar do número positivo em relação a agosto, no acumulado do ano a história é diferente: a inadimplência subiu 8,3%
A inadimplência de Ribeirão Preto apresentou uma leve queda de 0,1% entre agosto e setembro, segundo dados da Boa Vista SCPC. Apesar disso, o acumulado do ano mostra um aumento de 8,3%, e a comparação com setembro de 2016 revela uma alta de 6,9%.
Estabilidade e retomada econômica
Para o economista Ian Catani, a pequena queda mensal indica estabilidade. Ele destaca que o crescimento anual e interanual, embora elevado, não compromete a saúde financeira do sistema. A retomada da atividade econômica explica o aumento do crédito e, consequentemente, dos atrasos. No entanto, os indicadores de recuperação de crédito também estão crescendo, o que minimiza o impacto no estoque da inadimplência. A situação atual difere da crise de 2012, quando houve um aumento muito mais significativo da inadimplência.
Cenário regional e perspectivas futuras
Regionalmente, a inadimplência acumulada no ano é de 8,8%, e a comparação entre setembro de 2017 e 2016 mostra 7,4%. Catani ressalta que, apesar de ninguém desejar dívidas, esses números refletem uma leve retomada econômica após uma grave crise. O consumidor, após reduzir o endividamento e o consumo durante a crise, voltou a se endividar gradativamente. A recuperação de crédito também acompanha essa tendência, embora de forma tímida (queda de 0,3% de agosto para setembro, com acumulado anual de 3,9% e alta de 11,4% em relação a setembro de 2016).
Expectativas para os próximos meses
A expectativa é de manutenção dos números atuais, com possíveis variações sazonais em decorrência do Natal. A previsão é de crescimento interanual entre 8% e 10% na inadimplência, podendo ser um pouco menor em Ribeirão Preto. A recuperação de crédito também deve se manter em torno de 10%, com o efeito sazonal do Natal sendo minimizado pelo cálculo que considera os últimos 12 meses. Apesar do aumento esperado nas vendas natalinas, a recuperação de crédito não deve ser vigorosa o suficiente para impactar significativamente os indicadores de inadimplência.



