Foram 51 óbitos neste ano contra 31 no mesmo período do ano passado; Felipe Gomes, psicólogo e perito judicial, analisa os dados
O número de acidentes de trânsito fatais em Ribeirão Preto aumentou significativamente nos primeiros seis meses de 2022, registrando um crescimento de 64% em comparação com o mesmo período de 2021. De acordo com dados do Infosiga (Sistema de Informação de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), houve 51 acidentes com vítimas fatais entre janeiro e junho de 2022, contra 31 no mesmo período do ano anterior.
Mortes em Acidentes de Trânsito
Em 2022, o número de mortes em acidentes de trânsito chegou a 51, enquanto em 2021 foram registradas 31 mortes. Entre as vítimas fatais, o número de motociclistas também apresentou aumento, passando de 21 em 2021 para 23 em 2022, um crescimento de aproximadamente 9%. A maioria dos acidentes com mortes ocorreu entre 17h e 19h, horário de pico no trânsito da cidade, sendo os homens o grupo mais afetado.
Comportamento dos Motoristas e Fatores Contribuintes
Para o psicólogo e perito judicial Felipe Gomes, consultado para comentar os dados, o aumento dos acidentes fatais é multifatorial. Ele destaca o comportamento dos motoristas, a sensação de impunidade, e a maior agressividade, muitas vezes associada ao perfil masculino, como fatores preponderantes. A vulnerabilidade das motocicletas e o aumento do número de motociclistas como trabalhadores de entrega também são apontados como contribuintes para o cenário.
Medidas para um Trânsito Mais Seguro
Além da necessidade de melhorias na infraestrutura viária, como sinalização e engenharia de tráfego, Gomes enfatiza a importância da mudança de atitude dos motoristas. A adoção de uma direção defensiva, com atenção redobrada a pedestres e motociclistas, é crucial para reduzir os acidentes. O especialista também destaca a necessidade de políticas públicas mais efetivas, com fiscalização e aplicação de multas, para criar uma cultura de respeito e segurança no trânsito, semelhante ao que se observa em cidades como Brasília e Curitiba, onde parar para pedestres é uma prática comum.



