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Número de vagas de emprego para pessoas com deficiência dobra no Brasil desde janeiro

Apesar do índice, em 2020, o número de pessoas em vagas PCD que foram demitidos ou pediram demissão, cresceu
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Apesar do índice, em 2020, o número de pessoas em vagas PCD que foram demitidos ou pediram demissão, cresceu

Apesar do índice, em 2020, o número de pessoas em vagas PCD que foram demitidos ou pediram demissão, cresceu

Um levantamento recente do Cee (Centro de Integração Empresa-Escola) revelou um dado animador: o número de vagas de emprego para pessoas com deficiência dobrou no país desde o início do ano. Embora o otimismo se estenda ao cenário econômico em geral, esse resultado é especialmente significativo para essa parcela da população, fortemente impactada pela pandemia.

O Impacto da Pandemia e a Lei de Cotas

Dados do DIEE (Departamento Intercindical de Estatísticas e Estudos Econômicos) apontam que, entre janeiro e setembro de 2020, 51% dos profissionais com deficiência perderam seus empregos (seja por demissão ou pedido de demissão), enquanto a média geral de demissões ficou em 41,8%. Neste contexto, a Lei de Cotas (8.213), que completou 30 anos em 2023, ganha ainda mais relevância. Apesar de ser uma lei afirmativa que visa garantir direitos e visibilidade para pessoas com deficiência no mercado de trabalho, a sua implementação ainda enfrenta desafios.

Desafios e Barreiras à Inclusão

A supervisora do Inclui Cee, Lilene Rui, destaca a existência de barreiras atitudinais como um grande obstáculo. A falta de conhecimento, o preconceito e o medo ainda impedem a plena inclusão. A baixa taxa de acesso à educação superior entre pessoas com deficiência (menos de 7%) também contribui para essa situação. Lilene enfatiza a importância de olhar para a potencialidade individual, em vez de se focar nas limitações impostas pela deficiência. A inclusão não se trata apenas de responsabilidade social, mas também de inovação e sustentabilidade para as empresas.

Caminhos para uma Inclusão Efetiva

Para avançar rumo a uma inclusão real, é necessário ir além da teoria. As empresas com mais de 100 funcionários, por exemplo, têm a responsabilidade legal de reservar 2% das vagas para pessoas com deficiência. No entanto, a maioria das vagas (mais de 99%) não requerem adaptações de acessibilidade. A mudança de mentalidade é crucial, superando o desconhecimento, o medo e o preconceito para que as empresas reconheçam o valor e o potencial das pessoas com deficiência, impulsionando a inovação e a sustentabilidade dos seus negócios. A inclusão é um investimento que gera impacto social e contribui para um mercado de trabalho mais justo e diverso.

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