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O que é considerado prática abusiva no aumento do preço dos combustíveis?

Motoristas reclamam dos reajustes repentinos com a greve dos caminhoneiros; especialista em direito do consumidor explica
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Motoristas reclamam dos reajustes repentinos com a greve dos caminhoneiros; especialista em direito do consumidor explica

Motoristas reclamam dos reajustes repentinos com a greve dos caminhoneiros; especialista em direito do consumidor explica

O preço dos combustíveis em Ribeirão Preto e região gerou preocupação e reclamações entre os motoristas após paralisação dos caminhoneiros. Postos de combustíveis registraram filas e aumentos significativos nos preços da gasolina e etanol, com relatos de incrementos superiores a 30 centavos por litro.

Aumento Abusivo: O que Diz a Lei?

Segundo Fernando Roca, representante do núcleo de postos de Ribeirão Preto, o aumento, embora injustificado, partiu de algumas distribuidoras e foi repassado pelos postos. Para o advogado especialista em direito do consumidor, Férez Najim, a prática de aumento de preços sem justificativa configura preço abusivo, proibida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Aumentos sucessivos no mesmo dia, por exemplo, podem caracterizar essa prática.

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Como Comprovar o Preço Abusivo?

Comprovar o preço abusivo exige investigação. Férez Najim explica que órgãos de defesa do consumidor precisam analisar as notas de entrada dos postos e os cupons fiscais de saída para verificar se houve justificativa para o aumento e se a margem de lucro foi mantida. A participação da sociedade é crucial, com denúncias apontando os estabelecimentos que praticam preços abusivos. O consumidor tem um papel fundamental nesse processo, podendo optar por não abastecer em postos com preços exorbitantes e, assim, pressionar pela concorrência justa.

Fiscalização e Penalidades

A fiscalização de quase 200 postos de combustíveis em Ribeirão Preto apresenta desafios para os órgãos de defesa do consumidor. Férez Najim, ex-coordenador do Procon de Ribeirão Preto, destaca as dificuldades da administração pública, mas afirma que o órgão pode atuar por meio de notificações e solicitações de documentação aos postos denunciados. As penalidades por prática de preço abusivo variam, podendo chegar a mais de 10 milhões de reais. Além do Procon municipal, o consumidor pode recorrer ao Procon estadual (procon.sp.gov.br) e à ANP (www.anp.gov.br/preco), que disponibiliza dados sobre preços de combustíveis em todo o país. A conscientização do consumidor e a denúncia de práticas abusivas são essenciais para garantir preços justos e coibir aumentos especulativos.

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