Ouça a coluna ‘Cerveja de Conteúdo’ com Carlos Braghin
O mundo cervejeiro vai muito além das opções encontradas em supermercados. A variedade de estilos, métodos de produção e ingredientes impacta diretamente no preço final, muitas vezes surpreendendo os consumidores acostumados a preços baixos.
Desmistificando o Preço da Cerveja
A ideia de que cerveja deve ser consumida em grandes quantidades e pelo menor preço possível é um paradigma que precisa ser quebrado. Assim como a compra de um carro popular difere da aquisição de um modelo de luxo, a cerveja artesanal, com ingredientes e processos sofisticados, naturalmente terá um custo maior. A compreensão dessa diferença é crucial para apreciar a diversidade do mercado cervejeiro.
Fatores que Influenciam o Preço
Vários fatores contribuem para o preço final de uma cerveja. O tempo de produção, por exemplo, pode ser extenso, como no caso da cerveja Deus, que leva seis meses para ficar pronta. A mão de obra especializada, ingredientes nobres como o lúpulo (que pode custar mais de R$ 1.000 o quilo), e o uso de métodos exclusivos, como o método champenoise na produção da cerveja Deus (engarrafa em garrafas Moët & Chandon), também elevam os custos. Existem ainda as cervejas de guarda, que, como os vinhos, melhoram com o tempo, e as cervejas de alta graduação alcoólica, como a Kink, que ultrapassa 43% de teor alcoólico.
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O mercado oferece opções para todos os gostos e bolsos. Há cervejas para churrascos, em grande quantidade e bem geladas, e cervejas para serem apreciadas lentamente, em temperatura ambiente, valorizando suas características sensoriais. Em Ribeirão Preto, diversos impórios e casas especializadas oferecem uma ampla gama de cervejas, com preços que variam bastante, chegando a long necks de mil reais. A mensagem é clara: beba menos, mas beba melhor. A escolha depende do gosto e do quanto se está disposto a investir na experiência sensorial de uma cerveja de qualidade.