A obesidade vai além dos impactos já conhecidos sobre a saúde cardiovascular e metabólica. O excesso de peso também está associado ao aumento do risco de câncer, infertilidade e diversos problemas urológicos, comprometendo a qualidade de vida e a saúde masculina.
O alerta é do urologista, uro-oncologista e cirurgião robótico Luis César Záccaro. Segundo ele, o controle do peso é um dos principais fatores modificáveis para prevenir doenças e reduzir complicações que afetam desde os rins até a função sexual.
Saúde urológica
De acordo com o especialista, a obesidade está relacionada ao aumento do risco de câncer de rim e ao desenvolvimento de tumores de próstata mais agressivos. O excesso de peso também favorece o surgimento de cálculos renais e pode provocar alterações nos hábitos urinários.
Além disso, homens obesos podem apresentar níveis de PSA inferiores ao esperado, o que pode atrasar o diagnóstico do câncer de próstata. Por isso, o médico recomenda atenção especial ao acompanhamento com o urologista.
Záccaro ressalta ainda que a obesidade compromete a fertilidade masculina e está associada à redução da função sexual, tornando o acompanhamento médico importante diante de sintomas como alterações urinárias, dificuldade para ter filhos, queda da libido ou disfunção erétil.
Leia também
Perda de peso
Segundo o urologista, não é necessário atingir uma perda de peso muito elevada para obter benefícios à saúde. A redução de cerca de 5% a 10% do peso corporal já pode melhorar o controle da hipertensão, do diabetes e reduzir riscos relacionados à saúde urológica.
O especialista destaca que os resultados mais importantes são aqueles mantidos ao longo do tempo, por meio da adoção de hábitos saudáveis e de mudanças graduais na rotina.
Entre as recomendações estão alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle da ingestão de calorias, melhora da qualidade do sono e períodos destinados ao descanso.
Prevenção
O médico também chama a atenção para a disfunção erétil, que pode ser um dos primeiros sinais de problemas cardiovasculares. Segundo ele, a dificuldade de ereção não deve ser encarada apenas como uma questão de desempenho sexual, mas também como um alerta para investigação médica.
Outro fator apontado é a alteração hormonal provocada pela obesidade. O excesso de gordura corporal favorece a conversão da testosterona em estrogênio, contribuindo para sintomas como queda da libido, cansaço e piora da função sexual.
Como orientação final, Záccaro reforça que cuidar do peso não deve ser visto apenas como uma questão estética. Para ele, manter hábitos saudáveis representa uma forma de prevenir doenças, preservar a saúde dos rins e da próstata, proteger a função sexual e envelhecer com mais qualidade de vida.



