Com a chegada do período mais seco do ano e os índices elevados de radiação ultravioleta, especialistas reforçam a importância dos cuidados com a exposição solar para prevenir o câncer de pele. A recomendação vale especialmente para pessoas que praticam atividades físicas ao ar livre e trabalhadores que passam longos períodos sob o sol.
Segundo o médico oncologista Diocésio Andrade, a radiação ultravioleta é o principal fator de risco para os tipos mais comuns de câncer de pele, como o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. Esses tumores costumam surgir em áreas frequentemente expostas ao sol, como rosto, couro cabeludo, braços e mãos.
Exposição solar
De acordo com o especialista, além dos carcinomas, o melanoma também está relacionado à exposição solar, embora possa surgir em regiões menos expostas, como unhas, área ocular e região genital.
O oncologista destaca que a proteção contra os raios ultravioletas deve fazer parte da rotina diária da população. Mesmo pessoas que trabalham em ambientes fechados devem utilizar protetor solar, especialmente no rosto, devido à exposição contínua à luz artificial e à radiação indireta.
Atividade física
A prática de exercícios ao ar livre, como corridas, caminhadas e passeios de bicicleta, exige atenção redobrada. Além do protetor solar, o médico recomenda o uso de bonés, roupas com proteção UV e peças de manga longa sempre que possível.
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A orientação é aplicar protetor solar com fator mínimo de proteção 30 e reaplicá-lo ao menos duas vezes ao dia, especialmente em períodos de maior exposição. Crianças e idosos também estão entre os grupos que exigem maior cuidado.
O alerta vale ainda para trabalhadores da construção civil, do agronegócio, entregadores e demais profissionais que permanecem expostos ao sol durante grande parte do dia. Nesses casos, o uso de roupas adequadas e acessórios de proteção pode reduzir significativamente os riscos.
Sinais de alerta
O médico chama a atenção para mudanças na pele que podem indicar o desenvolvimento de um câncer. Pintas que aumentam de tamanho, alteram a coloração ou apresentam diferentes tonalidades devem ser avaliadas por um especialista.
Lesões que não cicatrizam ou que apresentam sangramento espontâneo também merecem investigação médica. Segundo Diocésio Andrade, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.
Nos casos de carcinoma basocelular e espinocelular, as taxas de cura podem chegar a praticamente 100% quando o tratamento é realizado nas fases iniciais. Já o melanoma, embora mais agressivo, também apresenta avanços importantes no tratamento com o uso da imunoterapia.



