Mesmo em plena safra da cana, os reajustes começaram por causa do clima e da falta de chuvas
O alto preço do etanol na região canavieira tem gerado questionamentos. A combinação de fatores climáticos, como a falta de chuvas e geadas, impactou diretamente a produção de cana-de-açúcar, resultando em menor oferta do produto.
Impactos Climáticos e Econômicos
A rentabilidade maior na produção de açúcar em detrimento do etanol pelas usinas, aliada ao aumento na demanda por etanol devido à alta no preço da gasolina, contribuiu para o aumento dos preços. Eventos climáticos extremos, como a pior seca dos últimos 90 anos e três eventos de geada, afetaram significativamente as lavouras, reduzindo a produção em 12% a 15% em relação ao ano passado.
Queimadas e Prejuízos para o Setor
As queimadas recentes em áreas de cana-de-açúcar agravaram a situação, impactando não só a safra atual, mas também a próxima, com estimativas de perda de 15% na área de plantio. A cana queimada reduz a qualidade do produto, prejudicando a produção de etanol e açúcar, além de causar danos às máquinas e gerar prejuízos financeiros aos produtores.
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Perspectivas Futuras e Venda Direta
A expectativa é de uma entre-safra prolongada, com menor oferta de etanol no mercado interno. A aprovação da venda direta de combustível das usinas para os postos de combustíveis pode trazer maior competitividade e preços mais acessíveis ao consumidor, mas ainda há desafios logísticos e regulatórios a serem superados. A incerteza sobre o mix de produção (açúcar x etanol) para o próximo ano permanece, dependendo da demanda e do preço do petróleo. O setor espera uma safra menor para o próximo ano, com preços elevados para ambos os produtos.



