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Os filhos têm direito à pensão por morte dos pais?

Karine Rezende explica como funciona esse tipo de pensão, em que situação e por quanto tempo os dependentes podem receber
Os filhos têm direito à pensão
Karine Rezende explica como funciona esse tipo de pensão, em que situação e por quanto tempo os dependentes podem receber

Karine Rezende explica como funciona esse tipo de pensão, em que situação e por quanto tempo os dependentes podem receber

Em entrevista à CBN, a especialista Karine Rezende explicou os direitos dos filhos à pensão por morte no Brasil. Segundo ela, os filhos têm direito à pensão por morte do INSS se forem menores de 21 anos e não emancipados, ou se forem de qualquer idade e apresentarem deficiência grave, seja mental ou intelectual. Nesses casos, não é necessário comprovar dependência econômica, pois a dependência é presumida.

Para os filhos com deficiência, o INSS pode solicitar perícia médica periódica para comprovar a continuidade da condição, garantindo o benefício enquanto a deficiência persistir. Já para os filhos menores de 21 anos, a pensão cessa ao completarem essa idade, independentemente de estarem estudando, pois não há extensão do benefício até os 24 anos para estudantes universitários, conforme esclarecido pela especialista.

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Requisitos para concessão da pensão

Karine também destacou que a pensão por morte só é concedida se o segurado falecido estava contribuindo para o INSS na data do óbito, estava aposentado ou estava dentro do chamado período de graça, que permite a manutenção da qualidade de segurado por determinado tempo após a última contribuição. Caso o falecido não tenha cumprido esses requisitos, os dependentes não têm direito à pensão.

Benefício de Prestação Continuada (BPC) e pensão por morte: Foi esclarecido que o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) não se transforma em pensão por morte e não é transferido aos dependentes após o falecimento do beneficiário. O benefício cessa com a morte do titular.

Direitos do cônjuge e duração da pensão: Sobre o cônjuge ou companheiro(a), o tempo de recebimento da pensão por morte varia conforme o tempo de contribuição do falecido e o tempo de casamento ou união estável. Por exemplo, se o falecido contribuiu por até 18 meses e o casal viveu junto por pelo menos dois anos, o benefício é pago por quatro meses. Para contribuições superiores a 18 meses, o período de recebimento pode ser maior, podendo durar até o restante da vida do beneficiário, especialmente se ele tiver alguma deficiência ou for idoso (acima de 44 anos).

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Karine ressaltou a importância da comprovação documental do tempo de casamento, união estável e contribuição do falecido para garantir o direito e o valor correto da pensão, evitando pagamentos menores ou indeferimento do benefício.

Informações adicionais

O processo de solicitação da pensão por morte é realizado pelo sistema online do INSS, e a falta de documentação adequada pode atrasar ou impedir o recebimento do benefício. É recomendável buscar orientação especializada para organizar os documentos necessários e assegurar o direito dos dependentes.

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