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Os reflexos da reeleição de Dilma Rousseff na economia brasileira

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Após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, o mercado financeiro apresentou reações imediatas, refletidas na alta do dólar e na abertura em baixa da bolsa de valores de São Paulo. Para entender melhor este cenário, conversamos com o economista Jair Casquel, que oferece uma análise detalhada da situação.

O Aumento da Dívida Pública e seus Impactos

Jair Casquel aponta que a instabilidade econômica tem raízes em indicadores preocupantes, como o aumento da dívida pública. Ele destaca que a dívida pública interna, que girava em torno de R$ 9 mil por brasileiro entre 2002 e 2003, saltou para cerca de R$ 16 mil. Esse aumento significativo implica na possível redução de programas sociais, no aumento do pagamento de juros e no comprometimento da capacidade de pagamento, inclusive do funcionalismo público, a longo prazo.

A Balança Comercial e a Dívida Externa

Outro ponto crítico levantado por Casquel é a dívida externa, que alcança a marca de R$ 540 bilhões, considerando também os empréstimos entre empresas. Ele ressalta que a ideia de o Brasil se tornar um credor mundial está atrelada ao governo, mas não necessariamente ao país como um todo. Para equilibrar as contas, seria fundamental voltar a ter um saldo positivo na balança comercial, o que não tem ocorrido. Essa situação gera preocupação entre investidores com ativos em dólar e aqueles que buscam retirar seus investimentos antes que a desvalorização cambial afete seus ganhos.

Soluções e Desafios para o Governo

Diante desse quadro, Casquel sugere que a saída para equilibrar as contas passa pela redução de gastos e pela revisão da paridade cambial. Ele argumenta que o real está sobrevalorizado, e que a taxa de câmbio ideal estaria próxima de R$ 4,00, conforme indicado pela Fundação Getúlio Vargas. A situação atual dificulta a competitividade da indústria nacional, favorecendo importações de países com custos de produção mais baixos. O economista expressa incerteza sobre como a equipe do governo lidará com essa complexa situação, acumulada ao longo dos últimos anos.

A situação econômica apresenta desafios significativos, com a necessidade de medidas que equilibrem as contas públicas e promovam a competitividade da indústria nacional. A credibilidade do governo perante os tomadores de decisão é um fator crucial para a estabilização do cenário econômico.

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