Projeto de construção de um túnel que ligaria a Europa a África era o assunto principal do impresso
Paris-Rio em sete dias: um sonho de 1918
Em 16 de julho de 1918, o jornal “A Cidade” trazia uma notícia que hoje soa como ficção científica: a possibilidade de se viajar de Paris ao Rio de Janeiro em apenas sete dias. A façanha seria possível graças à construção de um túnel sob o Estreito de Gibraltar, projeto então em discussão em um congresso de engenharia civil em Paris.
O Túnel de Gibraltar: Conectando Continentes
Uma sessão realizada em 10 de julho no Congresso de Engenharia Civil aprovou uma moção recomendando a construção do túnel. O projeto, estudado por governos francês e espanhol, prometia revolucionar as viagens transatlânticas. A abertura de uma passagem subterrânea entre Europa e África era vista como um marco da engenharia e um grande avanço para a comunicação e o comércio internacional.
Um Projeto Audacioso para a Época
Segundo o relator do projeto, a construção do túnel permitiria reduzir drasticamente o tempo de viagem entre Paris e o Rio de Janeiro. A notícia, publicada em “A Cidade”, destacava a ousadia da proposta e o entusiasmo dos envolvidos em sua viabilização. A ideia, embora audaciosa para a época, demonstrava a ambição e o otimismo tecnológico do início do século XX.
A notícia de 1918 sobre o túnel sob o Estreito de Gibraltar, e a consequente redução do tempo de viagem entre Paris e o Rio de Janeiro, nos mostra como as grandes ambições de engenharia sempre estiveram presentes na história, mesmo que nem sempre se concretizem imediatamente. A proposta serve como um lembrete da capacidade humana de sonhar grande e buscar soluções inovadoras para os desafios da mobilidade e da conectividade.



