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Pesquisadores encontram fóssil de dinossauro que viveu há mais de 110 milhões de anos

Descoberta do Spinosaurus foi feita por pesquisadores da Unicamp e Ufscar no Ceará
fóssil de dinossauro
Descoberta do Spinosaurus foi feita por pesquisadores da Unicamp e Ufscar no Ceará

Descoberta do Spinosaurus foi feita por pesquisadores da Unicamp e Ufscar no Ceará

Descoberta Acaso em Expedição Paleontológica

Pesquisadores das Universidades Federal de São Carlos (UFSCar) e Estadual de Campinas (Unicamp) fizeram uma descoberta surpreendente: um osso de dinossauro, semelhante ao tronco de uma árvore, que pertence a um espinossauro. A peça, um pedaço de tíbia, foi encontrada por acaso durante uma expedição na Chapada do Araripe, doada por uma moradora local que possuía uma coleção de fósseis. A paleontóloga Líne Guilarde descreve o achado como “um fóssil muito raro de se encontrar na região”.

Adaptação Aquática e Peso Extraordinário

Análises revelaram que o osso do espinossauro brasileiro é 30% mais pesado que o de um tiranossauro. Essa diferença de peso é atribuída a uma adaptação que permitiu ao animal caçar na água. O pesquisador Tito Aureliano explica que, antes dessa descoberta, apenas um dinossauro com essa característica era conhecido, encontrado no deserto do Saara, na África, e que viveu muito tempo depois. A densidade óssea do espinossauro brasileiro o ajudava a nadar em águas rasas e a pescar debaixo d’água.

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Implicações para a Evolução e Pesquisa Futura

A descoberta indica que a característica de ossos densos surgiu no ancestral do espinossauro que vivia no Nordeste do Brasil. Os pesquisadores pretendem agora investigar outras regiões do Nordeste e da África para encontrar fósseis ainda mais antigos e entender melhor a origem dessa adaptação. A pesquisa foi publicada na revista científica internacional Eusevere, destacando o potencial do Brasil na área de paleontologia, segundo o professor Marcelo Fernandes. Os fósseis encontrados na expedição, incluindo o osso do espinossauro, serão expostos em julho no Museu da Ciência em São Carlos.

A descoberta reforça a importância da pesquisa paleontológica brasileira e sua contribuição para o conhecimento mundial sobre a evolução dos dinossauros. A doação da peça por uma cidadã demonstra a colaboração entre a comunidade e a ciência, impulsionando avanços significativos na compreensão do passado.

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