Fique por dentro da escola cervejeira britânica
Boa tarde, amantes de cerveja! Hoje vamos explorar a rica história da escola cervejeira britânica, uma tradição milenar que influenciou o mundo.
Origens Celta e Romanas
Muito antes da Inglaterra como a conhecemos existir, as ilhas britânicas eram habitadas por tribos celtas que já produziam bebidas fermentadas a partir de grãos. Com a chegada do general romano Júlio César, por volta de 50 a.C., essa prática já era estabelecida, mostrando a longevidade da tradição cervejeira na região.
Evolução e Estilos
Inicialmente, as cervejas eram conhecidas genericamente como “ales”. O uso de ervas, chamado de “gruit”, era comum para equilibrar o sabor, até que o lúpulo o substituiu no século XV. A Inglaterra, e também a Irlanda (lar da Guinness, inaugurada no século XVIII e hoje a cerveja escura mais vendida no mundo), teve um papel crucial no desenvolvimento de diferentes tipos de malte e estilos cervejeiros. As “Real Ales”, cervejas tradicionais maturadas e servidas em barril de madeira, são protegidas pelo Campaign for Real Ale (CAMRA), fundado em 1971, que conta com mais de 180 mil membros dedicados à preservação da tradição cervejeira britânica e dos pubs ingleses.
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Influência Global
A escola cervejeira britânica originou diversos estilos conhecidos mundialmente, como a Porter, a Stout, a Strong Ale, a ESB (Extra Special Bitter), e a icônica India Pale Ale (IPA). Embora muitos países produzam versões próprias, inspiradas nas receitas inglesas, a origem e a influência britânica são inegáveis. Estilos como as Brown Ales e as Barley Wines, cervejas fortes e quase licorosas, também se originaram nessa escola. Para quem deseja explorar essa rica tradição, a Fullers é uma marca inglesa tradicional e de fácil acesso no Brasil, com uma variedade interessante de rótulos.
Portanto, ao apreciar uma cerveja britânica, estamos brindando a séculos de história, inovação e paixão cervejeira. Lembre-se sempre de beber com moderação e aproveitar cada gole!