Concessão do transporte público de Ribeirão Preto tem sete ao menos sete pontos que devem ser esclarecidos
Em 2018, a concessão do transporte público de uma cidade brasileira gerou polêmicas que perduram até hoje. A CBN investigou sete pontos críticos do contrato assinado em 2012 com o consórcio ProUrbano, revelando falhas na gestão pública e na fiscalização do contrato.
Estações e Terminais: Custos Superfaturados e Obras Incompletas
Um dos pontos mais problemáticos é a Estação Catedral, concluída em 2016, mas nunca inaugurada. O custo final de 3,4 milhões de reais, três vezes superior ao orçamento inicial, gerou questionamentos sobre a eficiência da obra. Situação semelhante ocorreu com o Terminal Gerônimo Gonçalves, que ficou 75% mais caro que o previsto. Além disso, das oito estações de bairro previstas, apenas cinco foram entregues, e todas com custos muito acima do orçado. O terminal central, previsto na Rua Mariana Junqueira, sequer saiu do papel.
Fiscalização Ineficiente e Impactos na Tarifa
A falta de fiscalização eficaz ao longo dos anos permitiu que as irregularidades se acumulassem. A morosidade na identificação dos problemas resultou em ações judiciais, incluindo ações do Ministério Público. O custo das obras mal executadas impactou diretamente a tarifa do transporte público, que subiu de R$ 2,60 para R$ 3,95, com um novo reajuste previsto.
Investimentos não Realizados e Auditoria Necessária
Outros investimentos previstos no contrato, como abrigos em pontos de parada, placas de identificação e sistema de captura de imagens, também não foram realizados. Diante das diversas irregularidades, uma auditoria independente foi finalmente contratada pela prefeitura para apurar os fatos. O ProUrbano declarou concordância com a auditoria, mas questionou o tempo decorrido desde o início da atual gestão municipal. A expectativa é que a auditoria esclareça as dúvidas e aponte responsabilidades.