Por que os preços de alimentos básicos estão tão altos? Entenda!
A alta nos preços dos alimentos tem assustado a população brasileira. O arroz, a carne, o frango, o leite e os ovos são alguns dos itens que registraram aumento significativo de preço. Segundo Nelson Rocha, especialista em economia, esse cenário é resultado de uma combinação de fatores.
Consumo elevado e exportações
O consumo de alimentos permaneceu alto durante o período de distanciamento social, com as pessoas passando mais tempo em casa e consumindo mais refeições caseiras. Simultaneamente, o Brasil tem exportado grandes quantidades de proteínas, principalmente carnes, o que contribui para a alta dos preços internos.
Boas perspectivas para a safra
Apesar do aumento nos preços atuais, a safra brasileira foi muito boa. A colheita de grãos deve atingir 257 milhões de toneladas, a maior da história, com recordes também na produção de soja, milho e café. As perspectivas para a próxima safra também são positivas, dependendo das condições climáticas.
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Cenário da inflação
Embora os preços de alimentos tenham subido, outros itens, como serviços, educação e passagens, apresentaram queda. Isso resulta em um índice de inflação (IPCA) mais contido, com uma elevação de 0,24% no mês passado. A expectativa é que a inflação para este ano fique entre 2,2% e 2,5%, um número bastante baixo. Apesar do aumento nos preços dos alimentos, que deve persistir por algum tempo, a situação geral da inflação é considerada controlada.
O cenário climático, com a influência do fenômeno La Niña, apresenta desafios para algumas regiões produtoras, principalmente no Sul do país. No entanto, a expectativa é de uma boa produção em outras áreas, como o Centro-Oeste, Norte e Nordeste. O setor agrícola brasileiro encontra-se forte, com boa rentabilidade e acesso a crédito, indicando um futuro positivo para a produção agrícola e, espera-se, uma redução nos preços dos alimentos para o consumidor.



