Mulheres contemporâneas entre 40 e 50 anos rejeitam rótulo de ‘meia idade’
Mulheres de meia-idade: um conceito em transformação
A geração sem idade
O termo “meia-idade”, para mulheres entre 40 e 50 anos, parece estar ultrapassado. Uma pesquisa realizada pela agência de marketing Superhuman, encomendada por um jornal britânico, revelou que 96% das 500 mulheres entrevistadas não se identificam com esse rótulo. O estudo cunhou o termo “Elderhood Generation”, ou “geração sem idade”, para definir essas mulheres que, apesar de reconhecerem a passagem do tempo, rejeitam os estereótipos associados à meia-idade.
Desconstruindo o clichê
O senso comum associa a meia-idade a um período de estabilidade, com filhos crescidos e atividades mais tranquilas, como crochê ou chá da tarde. A pesquisa, no entanto, mostra que 80% dos conceitos tradicionais sobre mulheres acima de 40 anos não se aplicam à realidade atual. A maioria se descreve como vibrante e ativa, dedicando-se à saúde e atividades físicas. Além disso, 84% das entrevistadas afirmam não se definirem pela idade.
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Mulheres ativas e inspiradoras
Diversas personalidades famosas exemplificam essa nova realidade. Julia Roberts, Nicole Kidman, Brigitte Macron e Michelle Obama são exemplos de mulheres ativas e bem-sucedidas, que transcendem os rótulos etários e inspiram outras mulheres a abraçarem essa fase da vida com energia e propósito. A fundadora da Superhuman, Rebeca Rode, também na faixa etária, afirma estar vivendo seu momento mais produtivo, conciliando projetos pessoais e profissionais com a maternidade. A pesquisa reforça a ideia de que a meia-idade não representa um declínio, mas sim um período de plenitude e realização, marcado por conquistas profissionais e pessoais.
Em suma, a visão tradicional da mulher de meia-idade está sendo questionada e reformulada. A pesquisa demonstra que a realidade atual é muito mais dinâmica e desafiadora, com mulheres ativas, engajadas e que não se deixam definir por um rótulo.



