Pediatra fala dos avanços na erradicação da carga viral do HIV da mão para o bebê
Pesquisadores da Unifesp anunciaram um caso surpreendente: um homem de 34 anos, diagnosticado com Aids em 2012, está sem evidências do HIV há mais de um ano, sem medicação. O resultado, no entanto, é fruto de um tratamento experimental iniciado em 2016, que incluía novos medicamentos além dos convencionais. Apesar do sucesso em um caso, a Unifesp alerta que não se trata de uma cura, pois outros quatro pacientes submetidos ao mesmo tratamento não obtiveram o mesmo resultado.
Trinta anos após a morte de Cazuza
A notícia do paciente da Unifesp surge 30 anos após a morte de Cazuza, vítima da Aids. Na década de 1980, um diagnóstico de HIV era uma sentença de morte. A partir da década de 1990, com o surgimento de medicamentos altamente potentes, como os inibidores de protease, o cenário começou a mudar, abrindo caminho para novas esperanças.
Erradicação da transmissão vertical do HIV em São Paulo
Em novembro de 2023, São Paulo recebeu a certificação de erradicação da transmissão vertical do HIV (de mãe para filho), tornando-se o terceiro município brasileiro a alcançar esse feito (Curitiba e Umuarama, no Paraná, foram os primeiros). Essa certificação significa que a chance de uma criança ser infectada pelo HIV, caso a mãe seja portadora do vírus, é praticamente zero. Para obter a certificação, municípios com mais de 100 mil habitantes precisam atingir metas como 95% ou mais de gestantes com quatro consultas de pré-natal e um teste para HIV, além de 95% ou mais de gestantes infectadas usando tratamento durante a gravidez e 95% ou mais dos recém-nascidos de mães infectadas também em tratamento. Esse sucesso é resultado de um esforço conjunto de profissionais de saúde e do desenvolvimento de medicamentos eficazes.
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Os avanços no tratamento do HIV demonstram a importância da pesquisa e do acesso a medicamentos. A erradicação da transmissão vertical em São Paulo representa uma conquista significativa na luta contra a Aids, mostrando o que é possível com políticas públicas eficazes e a colaboração entre ciência e saúde pública.