Artigo aponta que os adolescentes apresentam grande taxa de transmissão do novo coronavírus
Até recentemente, o papel de crianças e adolescentes na transmissão da COVID-19 era incerto. Embora estudos mostrassem a presença do vírus em suas gargantas e fezes, novas pesquisas trazem mais clareza.
Transmissão entre adolescentes
Um estudo sul-coreano com quase 60 mil pessoas de zero a mais de 80 anos, que tiveram contato com infectados, acompanhadas por cerca de 10 dias, revelou dados importantes. A taxa média de transmissão foi de quase 12%, mas entre adolescentes (10 a 19 anos), ultrapassou 18%, a maior taxa observada. Isso significa que, a cada 100 pessoas convivendo com um adolescente infectado, quase 19 se infectaram em 10 dias.
Crianças e transmissão
Crianças menores de 10 anos apresentaram as menores taxas de transmissão domiciliar (5,3%), embora não desprezível. É relevante destacar que, para contatos não domiciliares, crianças e adolescentes mostraram as menores taxas de transmissão entre todas as faixas etárias estudadas.
Implicações para políticas públicas
Esses achados exigem uma reflexão sobre as políticas de reabertura de escolas e o relaxamento do distanciamento social. A pesquisa ressalta a importância de considerar a dinâmica de transmissão em diferentes grupos etários para a tomada de decisões eficazes no combate à pandemia. Agradecemos aos trabalhadores essenciais, em especial aos entregadores, fundamentais para o distanciamento social.