Colunista fala da fragilidade do sistema de saúde no Brasil
Boa tarde, queridos ouvintes da CBN. Hoje, quero abordar uma questão preocupante que afeta a vida de muitas pessoas: a negligência médica em procedimentos aparentemente simples, mas que podem ter consequências graves.
Caso de negligência: um alerta
No último final de semana, uma pessoa conhecida passou por uma pequena cirurgia com anestesia local. Após o procedimento, o médico simplesmente desapareceu, deixando o paciente sem alta médica e sem prescrição de antibióticos. Isso é inaceitável, principalmente considerando que antibióticos são rotineiramente prescritos mesmo após procedimentos dentários para prevenir infecções.
Consequências e questionamentos
Como resultado da negligência, o paciente apresentou febre alta, sangramento e prostração. A situação poderia ter terminado tragicamente se não fosse a intervenção rápida e o conhecimento de que antibióticos eram necessários para evitar uma infecção mais grave, como septicemia. Onde está o juramento de Hipócrates? Onde está o compromisso com a saúde do paciente acima de qualquer outra consideração?
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Responsabilidade compartilhada
Essa situação expõe a fragilidade do sistema, onde convênios de saúde, muitas vezes, parecem coniventes com essas práticas. Pagamos altos valores por planos de saúde para, no fim, nos depararmos com situações como essa. É inadmissível que um médico abandone um paciente no meio de um procedimento. Nenhuma outra profissão agiria dessa forma. A troca de médicos durante o tratamento, sem a devida comunicação e acompanhamento, demonstra falta de respeito e comprometimento com o bem-estar do paciente.
O juramento de Hipócrates deve ser respeitado. A saúde do paciente deve ser a prioridade. Este caso serve como um alerta para a necessidade de maior rigor e responsabilidade por parte dos profissionais de saúde e dos convênios médicos.



