Colunista lamenta a decisão de parte da população de não tomar vacina
Saudade do tempo em que a polêmica era a tomada de três pinos. Essa frase, dita por Gregório Duvivier em artigo na Folha de S.Paulo, ecoa um sentimento de nostalgia por tempos menos conturbados, em que o debate público não era dominado por temas tão complexos e preocupantes.
O medo da vacinação: um retrocesso preocupante
Hoje, os assuntos que geram preocupação são inúmeros e abrangem desde questões políticas e econômicas até o medo crescente em relação à vacinação. Duvivier contrapõe essa realidade ao passado, quando a vacina era vista como um símbolo de progresso e esperança, capaz de erradicar doenças como a poliomielite. Sua geração, beneficiada pelas campanhas de vacinação em massa, testemunha atrásra um preocupante movimento contrário, com a disseminação de informações falsas e a resistência à imunização.
Números alarmantes e decisões judiciais
A situação é alarmante. Mais de 200 municípios brasileiros estão abaixo da meta de imunização, segundo dados do Ministério da Saúde. Um levantamento em São Paulo revelou que 198 cidades apresentam cobertura vacinal inferior a 70%, comprometendo a saúde pública. A desinformação, disseminada pelas chamadas fake news, é apontada como a principal causa desse cenário. Em resposta a essa resistência, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a vacinação compulsória de uma criança de três anos, cujos pais se recusavam a imunizá-la.
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Um apelo à razão
O texto de Duvivier serve como um alerta para a necessidade de um retorno à razão e à ciência. A vacinação, comprovadamente eficaz na prevenção de doenças, não deve ser vista como uma ameaça, mas sim como um ato de responsabilidade individual e coletiva. A superação desse momento requer o combate à desinformação e a promoção de uma cultura de conscientização sobre a importância da imunização para a saúde pública.



