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Paciente de Jaboticabal perde consulta no HC por falta de ambulância

Após meses de espera, vítima perdeu atendimento médico porque todas as unidades móveis da cidade estavam quebradas
falta de ambulância
Após meses de espera, vítima perdeu atendimento médico porque todas as unidades móveis da cidade estavam quebradas

Após meses de espera, vítima perdeu atendimento médico porque todas as unidades móveis da cidade estavam quebradas

João Batista, de 59 anos, precisa de cuidados constantes após uma cirurgia para a retirada de um coágulo cerebral há seis meses. Acamado e entubado, ele depende de sonda de alimentação, fraldas e medicação. Nesta segunda-feira, deveria ter retornado ao Hospital das Clínicas (HC) para consulta, mas uma série de problemas com o transporte público de saúde prejudicou o atendimento.

Agendamento e Falhas no Sistema

A nora de João, Carina Jordana Cardoso, auxiliar de enfermagem, agendou o transporte com a prefeitura de Jaboticabal com um mês de antecedência. Na sexta-feira anterior à consulta, ao ligar para confirmar, foi informada de que todas as ambulâncias estavam quebradas. A família recebeu a orientação de entrar em contato com o SAMU às 5h da manhã para o transporte. Contudo, o SAMU se recusou a realizar o transporte, alegando que só atende urgências e emergências, e que o caso de João Batista era de responsabilidade de outro departamento.

Atendimento na UPA e Retorno para Casa

Com João Batista apresentando febre e saturação baixa, a família o levou à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Jaboticabal. Lá, os técnicos do SAMU sugeriram que a família transportasse o paciente em um carro particular, improvisando um aspirador em um “torpedo”. Sem ambulância disponível, João Batista ficou aguardando na UPA, perdendo a consulta no HC. Posteriormente, ele foi levado para casa no banco de trás de um carro da Secretaria de Saúde, sem acompanhamento médico adequado e equipamentos específicos. A nora relata a falta de humanização no tratamento dispensado a seu sogro.

Resposta da Secretaria de Saúde

O secretário de saúde, Marco Antônio Miralé, atribuiu a situação a um imprevisto na disponibilidade de ambulâncias, justificando que alguns serviços precisaram ser remanejados. Ele explicou que o veículo usado para transportar João Batista é destinado a pacientes que não necessitam de equipamentos especiais, o que, segundo a família, não era o caso. A situação evidencia falhas no sistema de transporte de pacientes em Jaboticabal, comprometendo o acesso ao atendimento médico adequado.

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