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Pacientes esperam por horas na UBS dos Campos Elíseos para marcar consultas

Segundo relatos, são distribuídas apenas dez senhas por especialidade na unidade de saúde
consulta UBS Campos Elíseos
Segundo relatos, são distribuídas apenas dez senhas por especialidade na unidade de saúde

Segundo relatos, são distribuídas apenas dez senhas por especialidade na unidade de saúde

A manhã desta quarta-feira começou com longas filas na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nelson Barrionuevo, em Ribeirão Preto. Pacientes enfrentaram horas de espera para conseguir agendar consultas médicas, situação que gerou indignação e reclamações.

Fila e espera: um retrato da saúde pública

A reportagem da CBN acompanhou a situação, entrevistando pessoas que chegaram antes das 5h da manhã para garantir uma das dez senhas distribuídas por especialidade. José Carlos Simões, aposentado, chegou às 5h15 e conseguiu marcar consulta apenas para dois meses depois. Carla Maria Facioum, que tentava agendar consultas para sua mãe e sogra desde dezembro, chegou às 4h30 e só conseguiu marcar para setembro. Muitos relatam a necessidade de retornar inúmeras vezes para conseguir uma consulta.

O sistema falho: telefones inoperantes e agendamento limitado

A Prefeitura de Ribeirão Preto, em nota, informou sobre o teleatendimento disponível através dos números 0800 770 1160 e 160. No entanto, a reportagem constatou que o número 160 direcionava para uma empresa de telefonia, e o 0800 permaneceu ocupado durante todo o período da manhã. O aplicativo “Hora Marcada” para agendamento de consultas também está suspenso, segundo a nota. A suspensão das coletas de exames de rotina agrava ainda mais a situação.

A urgência por soluções: um questionamento à gestão pública

A situação expõe a fragilidade do sistema de saúde pública, forçando os cidadãos a madrugar em busca de um atendimento básico. A limitação a apenas dez senhas por especialidade, aliada à ineficiência dos canais de teleatendimento, demonstra a necessidade urgente de soluções inovadoras e eficazes. O questionamento permanece: é justo submeter a população a essa situação, sem alternativas viáveis para agendar consultas médicas? A prefeitura precisa encontrar meios de garantir o acesso à saúde sem que os cidadãos precisem sacrificar seu tempo e bem-estar, enfrentando filas e horas de espera.

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